Programa reverte doação da comunidade para as casas de acolhimento

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Com o objetivo de proporcionar o envolvimento da comunidade local com as casas de acolhimento e as famílias acolhedoras do município, o Programa Egrégora busca incentivar a participação, seja com doações em dinheiro, material, serviço ou oficina, de acordo com a disponibilidade dos voluntários. Uma das ações do programa em 2016 foi a parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e com o Sindicato do Comércio Varejista em Passo Fundo (Sindilojas) para disponibilizar urnas de doação no comércio da cidade. 

Por aproximadamente quatro meses, 50 caixinhas azuis estiveram em diferentes pontos comerciais, em uma proposta de chamar a atenção para o programa e incentivar doações. O valor arrecadado foi de R$ 296,00, recursos destinado às três casas de acolhimento do município para eventuais demandas. “Vamos repassar em torno de R$ 100,00 para cada casa, a fim de que os espaços tenham uma reserva em dinheiro para prover necessidades das crianças, espacialmente com o lazer, como festas nas escolas ou compra de alguma coisa”, explicou a secretária de Planejamento, Elenir Chapuis. 

Para a promotora de Justiça, Clarissa Ammélia Simões, a divulgação dos valores e de como o repasse será feito é uma prestação de conta à comunidade. “Nos reunimos aqui na Promotoria de Justiça para fazer o deslacre dessas caixas, contabilizar o valor e encaminhar o repasse com o auxílio da Secretaria de Cidadania e Assistência Social. Esperamos que isso incentive a sociedade para participar mais do programa”, disse ela. 

A promotora ainda ressalta que a doação nesta modalidade não é apenas a única forma de participar. “As pessoas interessadas podem ser parceiros institucionais. Não há o compromisso de dar uma contribuição, eventualmente, o parceiro será acionado e, dentro de suas possibilidades, irá colaborar. É uma colaboração espontânea, mas responsável”, finalizou. 

Serviços de acolhimento no município

Programa Apadrinhamento Afetivo
Busca propiciar convivência e cuidados alternativos às crianças e aos adolescentes que estão afastados de suas famílias biológicas por meio de medida protetiva de acolhimento. Assim, padrinhos e madrinhas afetivos são importantes para proporcionar experiências de vida positivas e construir vínculos afetivos. É uma oportunidade para as pessoas que não querem adotar, mas gostariam de ajudar.

Acolhimento Institucional
O município tem três casas de acolhimento que funcionam para receber crianças e adolescentes em medida protetiva. É aqui em que programas como o Apadrinhamento Afetivo fazem diferença nas vidas das crianças e adolescentes.

Serviço de Família Acolhedora
Envolve o acolhimento de crianças e adolescentes em famílias voluntárias. Passo Fundo foi o quinto município a aderir ao serviço no Estado, considerado uma ferramenta fundamental para mudar o padrão instaurado de institucionalização na questão do acolhimento. A ação é um programa de governo.

Programa Guarda Subsidiada
Ação que complementa o serviço de acolhimento. A lei prevê que as crianças e adolescentes possam ser colocadas em família substituta (extensa ou ampliada – formada por parentes próximos e que a criança ou adolescente tenha vínculos de afinidade e afetividade) na forma de guarda subsidiada em caso de: abandono, negligência, ameaça e violação de seus direitos fundamentais por parte de seus pais ou responsável, destituição de guarda ou tutela, suspensão ou destituição de poder familiar, ou ainda, afastamento cautelar de sua família de origem.

Programa Egrégora
Tem o objetivo de proporcionar o envolvimento da comunidade local com as casas de acolhimento e as famílias acolhedoras do município. Através dele, doações específicas podem ser feitas de acordo com a disponibilidade dos voluntários, seja em dinheiro, material, serviço ou oficina.

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