Agora o prêmio é maior ainda

Realizado durante as Jornadas Literárias, Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura sobe para R$ 150 mil

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Segundo ON

    Em Passo Fundo nunca é cedo demais para falar em Jornada de Literatura. Como a próxima edição começa a ser pensada já no dia seguinte ao fim do evento, é como se elas estivessem sempre presentes e sequer houvesse esses dois anos de interrupção que deixam tantos comentários e tanta expectativa entre o público que gosta e prestigia a literatura. Animando aqueles que ainda têm quase um ano de espera até ver o Circo da Cultura novamente montado, a organização divulgou na tarde de ontem uma notícia que interessa não apenas leitores, mas também escritores.

    Uma das maiores premiações do gênero no Brasil, o Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura vem acontecendo simultâneo às Jornadas Literárias desde 1999, mas em 2011 ganha uma preciosa mudança em sua estrutura: a 7ª edição vai oferecer um prêmio de R$ 150 mil ao grande vencedor, R$ 50 mil a mais do que nas outras edições. Concedido ao melhor romance de língua portuguesa publicado entre junho de 2009 e maio de 2010, o prêmio será anunciado na abertura da 14ª Jornada Nacional de Literatura, marcada para acontecer entre os dias 22 e 26 de agosto do ano que vem, com o tema Leitura entre nós: redes, linguagens e mídia.

O prêmio
    Instituído pela Prefeitura Municipal de Passo Fundo por meio da Lei nº 3.366, de 28 de agosto de 1998, o Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura é uma parceria entre o poder público e a iniciativa privada. De acordo com a coordenadora geral das Jornadas Literárias, Tania Rösing, o objetivo do prêmio é promover a cultura e homenagear os melhores romancistas contemporâneos de língua portuguesa, além de estimular a leitura de suas obras e o debate crítico sobre elas.

    Foram vencedores nas edições anteriores o autor Sinval Medina, em 1999, com a obra Tratado da altura das estrelas, Antônio Torres e Salim Miguel dividindo o prêmio em 2001, com os livros Meu querido canibal e Nur na escuridão, Plínio Cabral com o livro O riso da agonia em 2003, Chico Buarque de Hollanda com o romance Budapeste em 2005, o moçambicano Mia Couto com a obra O outro pé da sereia em 2007 e Cristóvão Tezza no ano passado, com o livro O filho eterno. As inscrições poderão ser feitas pelo próprio autor ou por sua editora e serão efetivadas somente com a entrega de seis exemplares da obra, de um breve currículo do autor e da ficha de inscrição.

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