Segundo futuro 2011

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Ficou satisfeito com 2010 depois do que viu na Retrospectiva do Segundo? Então prepare-se para um 2011 que promete ser ainda melhor. As estreias do cinema, os discos, livros e quadrinhos a chegarem às bancas, os shows já confirmados e o melhor da cultura em Passo Fundo nas palavras de seus principais entusiastas – tudo isso num especial de fim de ano que mais parece uma animadora previsão do futuro. Comece a se programar!

Música

    Entre os discos mais esperados de 2011, lidera a lista o novo álbum dos remanescentes do Oasis, a Beady Eye. Com todos os integrantes da famosa banda britânica, exceto Noel, o projeto de Liam liberou duas faixas com videoclipe, dando pistas de como vai ser o primeiro disco, já intitulado Different Gear, Still Speeding, e com lançamento marcado para 28 de fevereiro. Enquanto isso, o próprio Noel Gallagher está em estúdio tratando de seu álbum solo, que possivelmente chegará às lojas também neste ano. Também há rumores de um disco de inéditas de outro expoente do britpop, o Blur, já que o vocalista Damon Albarn tem falado muito sobre o assunto. Além disso, depois de seu Fame Monster ser o mais vendido do ano, Lady Gaga prometeu que seu novo álbum será “o melhor disco da década”. Em relação aos grandes dinossauros do rock, nada de música nova, mas sim de retorno aos palcos: há fortes indícios de tour do The Who e dos Rolling Stones em 2011, com chances de passagem pelo Brasil. Nessa onda, dizem que até Paul McCartney pode retornar. Da cena local, devem sair esse ano os primeiros discos das bandas Houdini e os Impostores e da Reino Elétron, que se apresenta em março em Porto Alegre, no Festival Iberoamericano El Mapa de Todos. Além disso, Rodrigo Chaise dos Dinartes pode lançar seu primeiro single solo, e a Severo em Marcha deve divulgar seu novo disco disponibilizando as faixas aos poucos, pela internet.

Cinema

Do Oscar para as telas
    A maioria das estreias de janeiro e fevereiro no Brasil são de filmes saídos das listas de indicados ao Oscar 2011. No primeiro mês do ano, chegam longas como Bravura Indômita, o novo western dos irmãos Coen, com Matt Damon, Josh Brolin e Jeff Bridges, e O turista, com Johnny Depp e Angelina Jolie. Já em fevereiro são lançados os dramas Cisne negro, de Darren Aronofsky, e O discurso do rei, de Tom Hooper, ambos favoritos à estatueta de melhor filme. Seguem na lista o longa O vencedor, com Mark Wahlberg e Christian Bale, 127 Horas, do diretor de Quem quer ser um milionário?, Danny Boyle, e ainda Blue Valentine, com Michelle Williams e Ryan Gosling, ainda sem previsão de estreia.

As adaptações
    Dominadas pelo mundo dos quadrinhos, as adaptações de 2011 têm pra todos os gostos. O ano começa com Enrolados, remake da Disney para Rapunzel, e Besouro Verde, filme de Michel Gondry que traz Seth Rogen como o herói do rádio e da TV surgido nos anos 30. Em abril começa a temporada dos gibis com Thor, com Chris Hemsworth, Rene Russo, Anthony Hopkins e Natalie Portman no elenco. Em junho e julho chegam às telas os esperados X-Men: First Class, com os primeiros alunos mutantes do professor Xavier, Lanterna Verde, com Ryan Reynolds no papel principal, e Capitão América, com Chris Evans e Tommy Lee Jones. Em agosto estreia a adaptação em 3D de Smurfs, junto com a nova versão de Conan, dessa vez com Jason Momoa e Rose McGowan – a mesma que interpreta Red Sonja na produção de Robert Rodriguez. Para o final do ano devem ficar a sequência de Wolverine, estrelada por Hugh Jackman e dirigida por Darren Aronofsky, e a adaptação de Tintin por ninguém menos que Peter Jackson e Steven Spielberg.

Os nacionais
    Três filmes bem diferentes um do outro estreiam este ano. Em fevereiro tem a cinebiografia de Raquel Pacheco, a famosa Bruna Surfistinha, estrelada por Deborah Secco. Em março chega às telas o vencedor do Festival de Gramado, Bróder, dirigido por Jeferson De e com Cássia Kiss e Caio Blat no elenco. Daniel Filho volta aos cinemas com a adaptação de Roque Santeiro, vivido por Lázaro Ramos, e com Fernanda Torres como a viúva Porcina e Antônio Fagundes na pele de Sinhozinho Malta.

As continuações
    Em 2011 algumas esperadas continuações devem chegar aos cinemas. Entre aqueles que voltam por conta do sucesso de bilheteria, estão Sherlock Holmes 2, de Guy Ritchie, e a boa comédia Se beber, não case 2. Outros dão continuidade a grandes trilogias da década, sendo eles Piratas do Caribe 4, com Johnny Depp acompanhado de Penélope Cruz, Pânico 4, com David Arquette, Neve Campbell, Courtney Cox e Adam Brody, e também Missão: Impossível 4, que vai conseguir manter Tom Cruise no papel principal. Mas a continuação mais comentada do ano deve ser a última parte da saga Harry Potter, Relíquias da Morte Parte 2, que finalmente encerra o milionário ciclo de livros, filmes e jogos baseados na obra de J. K. Rowling.

Literatura

O inacabado José Saramago - Uma das maiores perdas de 2010, ele deve voltar às livrarias com o inacabado Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas. O livro trata de um honesto pai de família que vai trabalhar numa fábrica de armas, onde o serviço consiste em fazer bem um instrumento que vai matar alguém. “Será publicado porque são páginas suficientemente fortes, belas, úteis e necessárias”, afirma sua viúva.

Novo Guerra e Paz  - O centenário de morte de Tolstói em 2010 é o mote para a nova edição de Guerra e Paz pela Cosac Naify, com tradução direta do russo por Rubens Figueiredo.

Os discursos de García Márquez - Em Não vim fazer discurso, o Nobel colombiano reúne vários discursos e palestras, alguns deles ainda inéditos.

Território de Michel Houellebecq - Polêmico vencedor do Goucort 2010, o francês lança O mapa e o território, onde, após o assassinato de um homem – o próprio Houellebecq -, um artista passa a questionar a vida, a sociedade e a velhice.

Umberto Eco e o cemitério – Trazendo elementos de suspense, conspiração e assassinato, o autor italiano retorna com O cemitério de Praga, considerado seu romance mais importante desde O nome da rosa.

O homem por trás do Wikileaks - Criador do polêmico site que publicou documentos confidenciais da diplomacia americana, Julian Assange revelou que recebeu 1,5 milhão de dólares para lançar, ainda em 2011, a sua autobiografia.

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