Comércio projeta crescimento de até 40% nas vendas de Dia das Mães

Lojistas apontam que as baixas temperaturas registradas nos últimos dias devem impulsionar especialmente a comercialização de roupas de inverno

Por
· 3 min de leitura
(Foto: Luciano Breitkreitz/ON)(Foto: Luciano Breitkreitz/ON)
(Foto: Luciano Breitkreitz/ON)
Você prefere ouvir essa matéria?

As flexibilizações nas regras de distanciamento social, que neste ano permitiram a abertura do comércio durante a época de Dia das Mães, devem alavancar a recuperação econômica do varejo em todo o Estado. A expectativa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Passo Fundo (CDL) é de que as vendas aumentem cerca de 40% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as lojas físicas estavam fechadas.

Apesar da projeção otimista, a entidade destaca que a comparação é feita com base em dados do ano de 2020, período que a economia passava por um momento atípico e, por isso, o índice não representa o crescimento do mercado. Quando a mesma comparação é feita levando em consideração dados de 2019, último ano de normalidade, a tendência é de que em 2021 a movimentação financeira prevista para a data alcance o mesmo patamar que a do ano de pré-pandemia.

Considerada a segunda data mais importante no calendário do comércio, atrás apenas das comemorações natalinas, o Dia das Mães representa um alívio para os empresários brasileiros, que no ano passado viram as vendas do varejo recuarem em mais de 30%, maior queda da série histórica, conforme dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). “O fato de estarmos com as portas abertas, neste ano, é muito importante. Estamos falando de uma data que mexe muito com a emoção. Mesmo as pessoas que, muitas vezes, prometem não gastar nada, acabam retornando nos últimos dias para adquirir alguma coisa para a mãe como forma de representar seu sentimento”, observa a presidente do Sindicato Varejista (Sindilojas) de Passo Fundo, Sueli Marini.

 

Vestuário deve liderar as vendas

A empresária também destaca que, neste ano, a chegada das baixas temperaturas devem impulsionar a venda de roupas de inverno, beneficiando o segmento de vestuário, calçados e acessórios ̶ já, tradicionalmente, líder de vendas neste período. “É um costume do brasileiro comprar em cima da hora, até porque o quinto dia útil é nesta sexta-feira, então é quando as pessoas recebem o salário e podem sair às compras. Outro fator é a previsão do tempo para os próximos dias. Deveremos ter frio, mas sem chuva, o que fará com que as pessoas circulem ainda mais nesta sexta e sábado. A gente acredita que, por tudo isso, o setor do vestuário é o que crescerá ainda mais. A compra de roupas de inverno acaba sendo mais do que um presente, é até mesmo uma necessidade”, explica.

Segundo a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL), além do setor de vestuário, o Dia das Mães também costuma representar um crescimento na venda de artigos ligados a perfumaria e cosméticos, casa e decoração, eletrodomésticos e telefonia/celulares. Para aumentar as vendas, a federação recomenda aos lojistas gaúchos que observem o novo comportamento dos consumidores, em especial a opção pelas compras online, sobretudo em redes sociais como o Instagram e o WhatsApp. “Preços, promoções e condições facilitadas de pagamento são fatores importantes na hora do consumidor fechar uma compra. Para obter bons resultados em suas vendas do Dia das Mães os lojistas precisam estar preparados, investindo em produtos e canais de comercialização com bom potencial de atração e retenção de clientes”, ressalta o presidente da entidade, Vitor Augusto Koch.


Antecipação do 13º salário é benéfica para empresários

Para além do fator relativo ao clima, a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, autorizada pelo Governo Federal nessa quarta-feira (5), também pode beneficiar os varejistas nos próximos meses. O pagamento, que será feito em duas parcelas, entre os dias de 25 de maio a 8 de junho e de 24 de junho a 7 de julho, deve injetar quase R$ 4 bilhões na economia gaúcha. “A previsão de receber esse dinheiro vai auxiliar para que o consumidor compre mais, sabendo que à frente terá uma reserva maior. Outros vão utilizar o valor para pagar dívidas, o que também é bom para a nossa economia. O empresário precisa de consumidores adimplentes e não inadimplentes. É o consumidor adimplente que compra o ano todo e é isso que traz o resultado para o empresário”, aponta a presidente do Sindilojas. Conforme um levantamento realizado pela entidade, em Passo Fundo, a média gasta em presentes por casa consumidor será de R$ 130.


Gostou? Compartilhe