UPF entrega o Passo Fundo Valley Distrito de Inovação

São 10 hectares e mais de 7 mil m² dedicados à inovação aplicada, posicionando o Norte Gaúcho no mapa nacional dos ecossistemas de inovação fora do eixo Rio–São Paulo

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O projeto consolida o parque científico e tecnológico da UPF como o principal hub de inovação aplicada do Norte Gaúcho - Crédito: UPF/Divulgação.O projeto consolida o parque científico e tecnológico da UPF como o principal hub de inovação aplicada do Norte Gaúcho - Crédito: UPF/Divulgação.
O projeto consolida o parque científico e tecnológico da UPF como o principal hub de inovação aplicada do Norte Gaúcho - Crédito: UPF/Divulgação.
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A Universidade de Passo Fundo (UPF) entregou hoje (20) o Passo Fundo Valley, um distrito de inovação de 10 hectares construído no Campus I da instituição. O complexo recebeu R$ 13 milhões em investimentos — R$ 10 milhões via edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e R$ 3 milhões em recursos próprios da universidade.

São mais de 7 mil metros quadrados destinados a laboratórios, salas de coworking, incubação de startups e espaços para eventos e capacitações. O objetivo é que o Passo Fundo Valley amplie em mais de 75% a capacidade do UPF Parque, somando 2.900 m² de nova infraestrutura aos 4 mil m² já em operação.

O projeto consolida o parque científico e tecnológico da UPF como o principal hub de inovação aplicada do Norte Gaúcho e marca a entrada da região no mapa nacional dos grandes ecossistemas de inovação universitária — hoje concentrados majoritariamente em capitais e no eixo Rio–São Paulo.

De acordo com Bernadete Maria Dalmolin, reitora da UPF, o Passo Fundo Valley “é um espaço para que as pessoas e empresas possam vir aprimorar ideias e, quem sabe, transformá-las em negócios”. A reitora salienta que “vai existir um conjunto de programas de desenvolvimento, apoio a ideias e desdobramento para empresas que busquem novas possibilidades”.

O que vai operar no Valley

A nova infraestrutura prevê ambientes de coworking e laboratórios voltados à prototipagem e à pesquisa multidisciplinar, espaços para eventos e capacitações, áreas de incubação para startups em estágio inicial e estruturas para a chegada de empresas-âncora. A operação foi desenhada para integrar academia, mercado e setor público, com programas de mentoria e transferência tecnológica conduzidos pelo UPF Parque.

Entre os impactos esperados estão a geração de empregos qualificados nas áreas de tecnologia, pesquisa, gestão e inovação, o estímulo à economia local pela atração de novos negócios e o fortalecimento da integração entre universidade e setor produtivo da região.

Ocupação avança antes da entrega

O modelo de negócio disponibiliza a empresas e empreendedores das mais diversas áreas terrenos localizados no distrito. Nesse formato, as empresas que fizerem parte do ecossistema de inovação terão acesso a toda a estrutura da universidade, incluindo pesquisa, extensão, inovação e laboratórios.

Antes mesmo da inauguração, o ecossistema do UPF Parque conta com 50 empresas e instituições, 17 empresas residentes, 8 startups associadas e 7 incubadas, além de mais de 70 postos de trabalho diretos. Adicionalmente, registra a chegada de 4 novos residentes e 5 novos associados, sinalizando demanda consolidada de mercado pela ocupação dos novos ambientes.

Bernadete Dalmolin explica: “Nós já temos muitas empresas instaladas nas estruturas do UPF Parque e no Tecnoagro, mas temos empresas que assinam agora a carta de compromisso de instalação no Valley.” Em um primeiro momento, são quatro empresas que trarão parte do seu fazer para a nova estrutura.

“O modelo construído é interessante e ousado, pois a locação do espaço se dará por 20 anos renováveis, e o valor da locação será revertido para ciência, pesquisa, inovação e experimentação. É um modelo que vincula empresas a estudantes, em sinergia estrategicamente pensada para fortalecer esse vínculo e para que todos cresçam”, pontua a reitora.

Aporte estratégico via Finep

A captação de R$ 10 milhões em recursos via edital da Finep — principal agência federal de fomento à ciência, tecnologia e inovação no país —, somada aos R$ 3 milhões investidos pela própria UPF, coloca a universidade entre as instituições brasileiras com maior aporte recente em infraestrutura ligada a parques científicos e tecnológicos universitários.

Passo Fundo Valley em números

10 hectares — extensão do distrito de inovação

7.000+ m² — dedicados à inovação (2.900 novos + 4.000 existentes)

R$ 13 milhões — investimento total (R$ 10 mi Finep + R$ 3 mi UPF)

20 de maio de 2026 — data da entrega oficial

4 + 5 — novos residentes e associados antes da inauguração

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