A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul alerta os pais sobre os riscos associados à exposição de crianças à fumaça proveniente de lareiras, fogões a lenha e aquecedores de combustão durante os meses de inverno. A prática, comum em diversas regiões do estado para aquecimento doméstico, pode agravar quadros respiratórios e comprometer o desenvolvimento pulmonar, sobretudo em bebês e crianças pequenas. “Ambientes com queima de lenha geram partículas ultrafinas que atingem os alvéolos pulmonares e, em crianças, esse impacto é ainda mais grave, pois o sistema respiratório está em formação e elas respiram mais vezes por minuto que os adultos”, explica o pediatra e pneumologista Sérgio Amantéa.
Material particulado fino
Estudos apontam que a exposição frequente à fumaça de lareiras e aquecedores a lenha pode causar sérios impactos na saúde respiratória de bebês e crianças pequenas. Entre os problemas mais comuns estão o aumento de chiado no peito (sibilância), bronquiolite e infecções respiratórias repetidas. Crianças que já têm doenças como asma podem ter crises mais intensas e frequentes. Um dos principais vilões é o material particulado fino (PM2.5), presente na fumaça e capaz de atingir as áreas mais profundas dos pulmões e até a corrente sanguínea. Segundo o médico, a melhor conduta é evitar totalmente o contato. “Não existe tempo de exposição seguro quando se trata de bebês. Mesmo uma permanência curta no ambiente com lareira ativa pode ter efeitos adversos”, reforça Amantéa.



