OPINIÃO

Ser o que se é! Qual o problema?

Por
· 3 min de leitura

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

Políticos que dizem que não são políticos, que não tem vínculos partidários e que não tem lado. É o que se vê por aí. Mais do que uma contradição ou incoerência, um desserviço à democracia. Políticos são políticos e não podem negar o meio em que estão. Para ser político, no sistema brasileiro, ele precisa estar vinculado a um partido político. E a filiação ao partido, geralmente é feita seguindo linhas programáticas e ideológicas. Portanto, escolhem um lado e podem se agrupar a outros lados. Políticos são políticos, tem partido e tem lado. A neutralidade que dizem ter para conquistar o eleitor é pura ilusão e a maior demagogia de uma campanha, que em nada contribui para o debate de ideias, de projetos e propostas para uma cidade. Assumam que são políticos, que fazem política, que tem partido e posições. Assumam que são o que são e deixem o eleitor escolher.

Estratégias

Hoje completa uma semana da propaganda eleitoral gratuita de rádio e TV e já deu para perceber que ela será muito importante na decisão do eleitor. Os quatro candidatos a prefeito de Passo Fundo, com maior tempo, se preocuparam em levar para este espaço um material de qualidade. Páreo duro para quem decide o voto com este olhar. Mas também já ficou claro que os candidatos estão bem posicionados em relação às suas estratégias e que tem cartas na manga para as próximas semanas. Na TV e no rádio, jingles empolgantes, sentimentais, passagens bem produzidas, frases de efeitos e apresentações necessárias. Ainda pouco sobre planos de governo. Mas isso e na TV e no rádio.

Disputa de liminares

Nos bastidores, uma guerra já estabelecida e que é natural em qualquer campanha. Há uma disputa de liminares na Justiça Eleitoral, focando justamente na propaganda gratuita. Cada segundo, cada post nas redes sociais em desacordo é motivo para uma representação. Já foram várias. A aposta da própria Justiça de que o controle para evitar abusos se daria, em primeiro lugar, entre os próprios candidatos e partidos, está funcionando.

Pesquisa

Das liminares da semana: Movida pelo PSB, uma suspendeu divulgação de pesquisa eleitoral por parte do candidato Márcio Patussi, PDT, em horário eleitoral gratuito, por não constar as informações estabelecidas pela legislação e determinou a retirada do conteúdo em redes sociais.

Montagem

Outra decisão, determinou a retirada de publicação nas redes sociais de uma montagem utilizando cenas de um filme sobre Hitler, qualificando determinados partidos como sendo de esquerda e ligados ao líder do nazismo e ditador da Alemanha. O conteúdo foi compartilhado pelo candidato Cláudio Dóro, do PSC, na Página Passo Fundo Direita. Nesta decisão, a Justiça determinou ainda que o Facebook identifique número do IP da conexão usada para realização do cadastro inicial da página e que disponibilize os dados cadastrais do responsável. Essa ação também foi movida pelo PSB

Tempo

Em outra representação, movida pelo PDT contra o PSB, a Justiça determinou a retirada de conteúdo da propaganda de TV e Rádio em que aparecia o prefeito Luciano Azevedo. O prefeito extrapolou o tempo máximo de uso de sua imagem na inserção do candidato Pedro Almeida. A legislação determina que a aparição pode ocorrer em 25% do tempo da propaganda. No caso específico, ele teria chegado a 27%.

Separação litigiosa

A juíza da 33ª Zona Eleitoral, Lisiane Sasso não aceitou a representação movida pelos candidatos a vereador do PSL de Passo Fundo, que pretendiam se descolar da campanha do candidato a prefeito Lucas Cidade, PSDB. Na representação, os candidatos pediram a retirada da imagem de Cidade do Plano de Fundo do horário eleitoral da proporcional, exibido pela televisão. Também pediram a supressão de tempo da majoritária do tempo da proporcional. Alegaram que não autorizaram menção à candidatura majoritária no vídeo de propaganda da proporcional, nem uso de imagens, nomes e números em apoio. A juíza entendeu que eles não têm legitimidade ativa para pleitear o direito. As convenções são feitas pelos partidos e na do PSL constou a obrigação dos seis candidatos a vereador de fazer campanha para a coligação na majoritária.

Quando tudo começou

Vamos lembrar que essa contrariedade começou na pré-campanha eleitoral. A antiga direção estadual do PSL fechou acordo com o PSDB para estar coligado em 14 cidades gaúchas, entre as quais Passo Fundo. Isso inviabilizou a candidatura própria do partido à prefeitura Só que a executiva provisória foi substituída há 15 dias. Saiu o deputado estadual Nereu Crispim, com quem o PSDB acordou as alianças, e assumiu o deputado estadual Ruy Irigaray. Ao jornalista Políbio Braga, Ruy disse que manterá todos os acordos eleitorais firmados. Ao mesmo tempo, também anunciou uma economia a partir da revisão e renegociação de contratos para as eleições, na ordem de R$ 2,17 milhões e está criterioso na liberação do Fundo Eleitoral aos candidatos. A nova composição da diretoria tem como tesoureiro o procurador do Estado Rodinei Candeia. 

Gostou? Compartilhe