OPINIÃO

É terrível a punição de luta libertária

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O atual presidente da Fundação Cultural Palmares é denunciado pelo Ministério Público Federal do Trabalho por discriminação, assédio e perseguição ideológica. Sua atuação vem contestada há mais tempo, desde o início de sua nomeação, justamente devido a manifestações públicas pertinentes ao cargo, severamente questionadas, ainda que ostentasse duvidosa bagagem cultural. A missão cívica esposada pela Fundação Palmares, é conquista histórica restauradora da sensatez moral visando ensejar melhor situação de vida com base na memória heroica e intenso sofrimento na caminhada libertária dos cidadãos de origem africana. A meta de dilapidação da consagrada instituição de construção da dignidade humana adotou métodos pérfidos visando desbancar princípios elevados. Citações do presidente escolhido pelo atual governo reproduzem uma visão escravista. Sérgio Camargo afronta lídimos conceitos construídos a custa de sangue, capacidade e amor ao país. “A escravidão foi benéfica...”, é mais que um disparate fundamentalista e sabujo. Isso é terrível atentado ao direito de civismo honesto e conciliador.

Ricardo Salles

Não se trata de julgar pessoas. O papel de agente ministerial e suas iguarias arbitrárias, fizerem do ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, uma amostra esdrúxula do dever de lealdade ao cargo público. A expressão “passar a boiada” indica claramente a abdicação a aspectos éticos e compromisso indeclinável da fé pública. Depositário institucional do dever de defender interesses essenciais da vida nacional, Salles joga no lixo o que há de mais sublime na política. Diz abertamente que adota o pernicioso sentido da expressão “mundus vult decipi, erga decipiatur” (o mundo quer ser decepcionado, que o seja!). A frase já havia ecoado da boca infame de um líder da era romana. Certamente um péssimo influenciador. Mas hoje, a democracia não suportou a aleivosia ao bom senso. Logo veio a acusação de favoritismo no processo de devastação da mata e comprometedora acusação de exportação de madeira ilegal. E lá se foi o tão afagado ministro do presidente Bolsonaro, defendido pelo mandatário maior da nação, até debaixo d’água! O problema é a proteção política do governo central a agentes títeres que insistem em fazer tudo para derrubar boas memórias e conceitos dignos de cooperação cultural e econômicos no momento em que o país mais precisa firmar rumos do pensamento coletivo, acima de ideologias. O grande perigo da inescrupulosa sanha autocrática é o enfraquecimento das instituições. E isso continua!

Triste negacionismo

Qualquer um que seja vítima da pandemia, é motivo de tristeza para a humanidade. Nos EUA a notícia do falecimento de Caleb Wallace, que não aceitava a vacina contra o coronavírus. Ao que tudo indica é mais um negacionista como tantos pelo mundo, que se rebelava contra a campanha de salvação. É de se perguntar o que levou este cidadão a pensar que o mal que aterroriza o planeta é apenas uma “gripezinha”. É revoltante saber que existem forças muito perigosas rondando a opinião pública contra a adoção preventiva apresentada pela ciência, numa das mais céleres pesquisas celebradas pela humanidade. A influência maldita de esquemas omissos na vacinação é irremediavelmente funesta.

Vida

Preocupante é constatar que a luta de médicos, cientistas, e todo um contexto de luta pela vida seja desdenhado. Do jeito que é possível, o jornalismo tem sido fiel; e pessoas simples ou intelectuais que emitem opinião são alvejadas por esquemas de ódio que continuam escamando feridas na saúde do povo. Imagina-se a obstinação furiosa de adeptos de um governo perverso esteja preferindo esconder um monstro debaixo do tapete. Muitos apostam que pressionando pela cloroquina asseguram alguma vantagem eleitoral. A vacina e os procedimentos recomendados de isolamento possível já demonstram a eficiência mínima. Continuamos entendendo que lutar pela cura das pessoas é oportunizar melhora nos meios de vida, trabalho, produção, educação e restauração das bases de vida.  

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