OPINIÃO

Brasil tem potencial ambiental

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Ao olhar para o nosso presente na marcha para o futuro a médio prazo é possível perceber fonte de esperança no potencial ambiental do Brasil. Trata-se da força original da abundância de alternativas energéticas, uso do solo destinado à agropecuária e até a conturbada mineração. Logicamente não basta a diversidade de meios. O que vale é a postura do empresariado que surge de acordos e foros mundiais ambientais. A notícia de observadores é de que expressiva proposta de empreendedores já adota a visão autossustentável. Formou-se a convicção preservacionista inadiável e inteligente que assegura uso dos recursos naturais e reinvestimentos que agregam garantia de lucro. A tecnologia anda mostrando utilidade no reaproveitamento de água, energia e fórmulas despoluentes. Os investimentos ganham prioridade no transporte alternativo de cargas, na energia solar. É a iniciativa privada exercendo uma política produtiva de desenvolvimento sem olhar para trás. Na agricultura, onde a produção é essência no suprimento de alimento, a adoção de rotatividade de culturas e o avançado no método do plantio direto produzem compensação em favor do meio ambiente.

 

Eventos

O programa sobre meio ambiente, produzido pelo jornalista Ivaldino Tasca tem levantado questões preciosas para o debate ambiental. Os especialistas Luiz Paulo Fragomeni e Anderson Santis, debatendo na Rádio Uirapuru, apresentaram informações importantes sobre a busca do sequestro de carbono e as causas de aceleração no aquecimento global. Conforta a realidade que não considera a agricultura como vilã ambiental, com o uso correto do solo e insumos, o manejo. A ciência avalia o histórico das chuvas e registra que Passo Fundo é região que teve aumento no índice de umidade, nos últimos anos.

 

Defesa contra vírus

Os cientistas defensores da saúde pública têm produzido verdadeiros prodígios, especialmente na agilidade da Vacina. A sociedade toda tem aprendido novos comportamentos com a pandemia. Enquanto se discutem estratégias a serem assumidas pela população, algumas normas de governo ou entidades apresentam a regulação necessária para a defesa da enfermidade. Na Assembleia gaúcha a orientação preventiva, como distanciamento e uso de máscara parece não sensibilizar servidores públicos. Num momento em que todo o cuidado nunca é demais, é inexplicável o desdém de alguns que se julgam privilegiados. Vejam o exemplo da comitiva presidencial em NY. A contaminação não quer saber se o fulano de tal é poderoso ou não. Coronavirus não aceita “carteiraço”. O negativismo bobo e prepotente gerou o grande fiasco mundial. Até o ministro é portador. Enquanto desejamos recuperação a todos, inclusive à comitiva presidencial, precisamos de cautela para que o mal da pandemia planetária não seja pior.

 

Merkel

A reverência justa atribuída no mundo inteiro à mandatária alemã, Angela Merkel, não é apêndice fugaz de populismo. É resultado de gestão com marca de personalidade inarredável no dever de zelar pelo destino do povo, sem regalias familiares, ouvindo poderes públicos e instituições. Lá também o povo foi às ruas para protestar legitimamente em meio às crises que assolaram o país. Merkel nunca foi vista a dizer bobagens, mentiras, palavras ofensivas, como forma de assombrar a democracia. E foram 16 anos de exercício do cargo, com exímio dom de liderança na Europa. O Brasil pode, ainda, ter um governo sério, sem desvio autocrático e respeito à dor de seu povo.

 

Autocrítica

O Congresso Nacional, entre divergências e concordâncias, começa a questionar a falta de autocrítica do Palácio do Planalto. O presidente da República poderia ouvir, por exemplo, alguns alertas sobre fraudes apontadas pela CPI do Senado, a respeito da pandemia. Há alertas de toda ordem até mesmo dentre seus parlamentares apoiadores. Vamos deixar de lado o projeto eleitoral que empolga apoiadores e oposicionistas. O Brasil precisa ser governado. Bolsonaro pode ganhar as eleições futuras. Ou não! Isso pertence ao futuro e menos à pesquisa. O que não pode é antecipar o engodo, por que o dever de governar é indeclinável.

 

 

 

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