Eder Calegari/ON
A Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente vai investigar as agressões a um adolescente de 16 anos, morador do bairro Vera Cruz, que foi vítima de bullying em uma escola particular da cidade. Um caso de agressão já havia sido registrado pelos pais do jovem no mês de maio. Há alguns dias, entretanto, ocorreram novas ameaças e até uma briga. Segundo as informações, o estudante estava sendo intimidado por alguns colegas dentro do colégio. A violência passou para as páginas de sites de relacionamento, com textos ofensivos, e terminou em agressão física durante uma briga no caminho de ida para a escola.
Na confusão, um dos três agressores, que seria colega da vítima, chegou a ser expulso da escola depois das desavenças. O momento da briga foi flagrado por câmeras de monitoramento de um edifício da Moron, no Boqueirão, e mostram também o funcionário de uma obra intervindo em defesa do rapaz que pedia ajuda. A polícia vai apurar as responsabilidades.
O que é bullying
O bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully = tiranete ou valentão) ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras ou autores/alvos que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.
Medidas de prevenção
Há poucas semanas, a governadora Yeda Crusius sancionou a Lei 13.474, aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa, que prevê políticas públicas contra o bullying nas escolas de ensino básico e de educação infantil, privadas ou do Estado, em todo o Rio Grande do Sul. Com isso, as instituições de ensino desenvolverão a política antibullying. Pela nova lei, considera-se bullying qualquer prática de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, entre pares, que ocorra sem motivação evidente, praticada por um indivíduo ou grupo de indivíduos, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidar, agredir fisicamente, isolar, humilhar, ou ambos, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
O principal objetivo é reduzir a prática de violência dentro e fora das instituições e melhorar o desempenho escolar, promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito aos demais. Da mesma forma, servirá para orientar as vítimas e seus familiares, oferecendo-lhes apoio técnico e psicológico, de modo a garantir a recuperação da autoestima e a minimização dos eventuais prejuízos em seu desenvolvimento escolar.

