A construção da nova Cadeia Pública de Passo Fundo já superou a metade do cronograma físico e financeiro e avança como uma das principais obras estruturais do sistema prisional no Norte do Rio Grande do Sul. De acordo com a Secretaria Estadual do Sistema Penal Socioeducativo, o empreendimento atingiu 56,71% de execução, conforme a medição mais recente dos trabalhos realizados no canteiro de obras.
Nesta etapa, as frentes de trabalho estão concentradas em serviços considerados essenciais para o andamento da estrutura. Estão em andamento a instalação de tubulações enterradas, a colocação de grades e esquadrias nos módulos de celas, além da execução das fundações do prédio administrativo, das torres de controle e dos reservatórios de concreto que irão abastecer a unidade. Para viabilizar a conclusão dentro do novo cronograma, foi formalizado um aditivo de prazo, que estabelece a entrega da obra para julho de 2026.
Com investimento total estimado em R$ 125 milhões, a nova unidade prisional foi projetada para ampliar e qualificar a capacidade de custódia na região. Do montante aplicado, R$ 48 milhões são oriundos de recursos da União, enquanto o restante é custeado pelo governo do Estado. A fiscalização da obra é realizada pela 7ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas, responsável por acompanhar o cumprimento dos padrões técnicos e dos prazos estabelecidos.
A estrutura da nova Cadeia Pública de Passo Fundo contará com aproximadamente 100 celas e terá capacidade para abrigar até 800 detentos. O projeto prevê um complexo prisional moderno, com setores específicos para administração, triagem e atendimento ao público. Entre os espaços planejados estão área de espera para visitantes, módulos de revista, setores destinados ao ensino, ao trabalho e à saúde dos apenados, além de áreas exclusivas para visitas.
Também integram o projeto cozinhas e panificação, canil, pavilhão de trabalho e reciclagem, além de alojamento para os servidores. Esse espaço contará com academia e área de descompressão, buscando oferecer melhores condições de trabalho e descanso aos profissionais que atuam na segurança e na gestão da unidade.
A expectativa do governo estadual é de que a nova cadeia contribua de forma significativa para a redução da superlotação no sistema prisional regional. Além de ampliar o número de vagas, a unidade deve proporcionar condições mais adequadas para o cumprimento das penas, favorecer a ressocialização dos apenados por meio de atividades de ensino e trabalho, e qualificar o ambiente de atuação dos servidores penitenciários.



