A situação entre Brasil e Bolívia, em função da decisão brasileira de dar asilo ao senador boliviano, será decidida em breve em função da criação de uma comissão a fim de analisar o caso.
Em maio, Pinto Molina pediu abrigo à embaixada brasileira. Em junho, o Brasil concedeu o asilo, mas o senador não conseguiu deixar o país porque não houve autorização (o salvo-conduto) do governo boliviano. O senador se diz perseguido políticamente pelo governo do presidente Evo Morales.
Pinto Molina é acusado de corrupção e conivência com o narcotráfico. Ele nega, mas é alvo de 20 ações judiciais abertas pelo governo em diferentes cidades bolivianas. O senador é um dos líderes da oposição.
Os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, do Brasil, e David Choquehuanca, da Bolívia, reuniram-se esse final de semana e o tema foi discutido. "O grupo de trabalho contará com representantes das chancelarias e de especialistas na matéria para um exame de todos os aspectos relevantes do caso", disse o ministro boliviano.
Com informações da Agência Brasil

