Ministério da Saúde afirma que variante do coronavírus mostra maior agressividade em grávidas

Os municípios receberão R$ 247 milhões para prevenir a disseminação da covid-19 entre gestantes

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A recomendação é que mulheres adiem a gravidez, se possível (Foto: Ömürden Cengiz/Unsplash)A recomendação é que mulheres adiem a gravidez, se possível (Foto: Ömürden Cengiz/Unsplash)
A recomendação é que mulheres adiem a gravidez, se possível (Foto: Ömürden Cengiz/Unsplash)
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O Ministério da Saúde afirmou hoje (16) em coletiva que a cepa P.1 do coronavírus, conhecida como variante de Manaus, mostrou agressividade maior em grávidas quando comparada com o vírus que circulava em 2020. A informação foi divulgada pelo secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério, Raphael Câmara Medeiros Parente. "Caso possível, postergar um pouco a gravidez, para um melhor momento em que você possa ter sua gravidez de forma mais tranquila", recomendeu o Secretário, especialmente para mulheres jovens.

Os municípios receberão R$ 247 milhões para prevenir a disseminação da covid-19 entre gestantes. Uma portaria do Ministério da Saúde com a liberação dos recursos deve ser publicada nos próximos dias, informou Ministério da Saúde durante a coletiva de imprensa com secretários da pasta.

Os recursos deverão ser direcionados pelos municípios para custeio de hospedagem de grávidas e puérperas que não têm condições de isolamento domiciliar e distanciamento social. Além dos valores anunciados hoje, o Ministério ressaltou que R$ 1 bilhão já foi direcionado a gestantes, considerando investimentos feitos pelo governo em 2020 e 2021.

O destino dos recursos - acordado entre a pasta e os conselhos nacionais de Secretários de Saúde (Conass) e de Secretarias Municipais de Saúde ( Conasens) - também será para a identificação precoce e o monitoramento de sintomas da covid-19, para qualificar o atendimento para o pré-natal, parto e puerpério e para o atendimento odontológico das gestantes.

Vacinação de grávidas

Segundo Parente, é orientação da pasta vacinar contra a covid-19 grávidas com fatores de risco, mas a imunização, segundo o ele, depende da política de cada município.

Com informações da Agência Brasil

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