Aplicação da primeira dose continua e vacinação com segunda dose será retomada nesta quarta-feira (05)

Poderão receber a primeira dose pessoas com comorbidades de 40 a 59 anos; segunda dose será aplicada em pessoas que receberam a primeira em 29 de março ou antes

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Vacinação com segunda dose ocorre apenas no CTG Lalau Miranda, sem formato drive-thru (Foto: Divulgação/PMPF)Vacinação com segunda dose ocorre apenas no CTG Lalau Miranda, sem formato drive-thru (Foto: Divulgação/PMPF)
Vacinação com segunda dose ocorre apenas no CTG Lalau Miranda, sem formato drive-thru (Foto: Divulgação/PMPF)
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A vacinação contra a Covid-19 continua nesta quarta-feira (05) em Passo Fundo, com aplicação de primeiras e segundas doses. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou o recebimento de 470 doses da CoronaVac que serão utilizadas para completar o esquema de vacinação de pessoas que receberam a primeira dose no dia 29 de março ou antes.

Conforme a secretária de Saúde, Cristine Pilati, o município aguardará novas remessas para vacinar pessoas que estão com atraso na segunda dose. “O atraso é registrado em todo o país, uma vez que o Butantan registrou a falta da matéria-prima para a fabricação da Coronavac. Após a aquisição do insumo, o Instituto retomou a fabricação e a expectativa é que os atrasos sejam regularizados nas próximas remessas”, avalia.

Nesta terça-feira (4), o município também recebeu 8,2 mil doses da vacina da Oxford/AstraZeneca para primeiras doses. A vacinação terá continuidade para as pessoas com comorbidades de 40 a 59 anos, pessoas com deficiência permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) de 40 a 59 anos e gestantes e puérperas. Ainda, poderão ser vacinadas as pessoas com 60 anos ou mais que não conseguiram comparecer na data da sua faixa etária.

Passo Fundo contabiliza aproximadamente 47 mil pessoas vacinadas com a primeira dose. Dessas, 22 mil já completaram o esquema vacinal com o reforço.

Horários e locais de vacinação

Segunda dose

Pessoas que receberam a primeira dose no dia 29 de março ou antes

  • CTG Lalau Miranda, sem formato drive-thru, apenas no interior da unidade
  • Das 8 às 10h
  • Para receber a segunda dose, é necessário apresentar documento de identificação com foto, CPF ou cartão SUS e carteirinha de vacinação com o registro da primeira dose


Primeira dose

  • Pessoas com comorbidades de 40 a 59 anos
  • Pessoas com deficiência permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) de 40 a 59 anos
  • Gestantes e puérperas (até 45 dias do parto)
  • Pessoas com 60 anos ou mais que ainda não se vacinaram


CTG, Lalau Miranda, também em sistema drive-thru

  • Das 10h às 15h


Ambulatório de Especialidades e nas ESF Nenê Graeff, ESF Zachia, ESF Donária/Santa Marta, ESF Vila Nova e ESF São José

  • Das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30


Cais Hípica e Cais Vila Luíza

  • Das 8h às 18h

Para receber a primeira dose, é necessário apresentar documento de identificação com foto, CPF ou cartão SUS e comprovante de residência. Pessoas com comorbidades também devem portar atestado médico ou receitas atualizadas de medicamentos de uso contínuo.

São comorbidades

Em nota técnica, o Ministério da Saúde definiu que são comorbidades para a vacinação contra a Covid-19:

  • Diabetes: pessoas com diabetes mellitus.
  • Pneumopatias crônicas graves: inclui doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos ou internação prévia por crise asmática).
  • Hipertensão Arterial Resistente (HAR): quando a pressão arterial permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou pressão arterial controlada com uso de quatro ou mais anti-hipertensivos.
  • Hipertensão arterial estágio 3: pressão arterial sistólica igual ou maior a 180 e/ou diastólica igual ou superior a 110, independentemente da presença de lesão em órgão-alvo (cérebro, coração, vasos sanguíneos, olhos, rins) ou comorbidade.
  • Hipertensão arterial estágios 1 e 2: com lesão em órgão-alvo (cérebro, coração, vasos sanguíneos, olhos, rins) e/ou comorbidade. Pressão sistólica entre 140 e 179 e/ou diastólica entre 90 e 109 na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade.
  • Insuficiência cardíaca: insuficiência com fração de ejeção (capacidade de bombeamento do coração) reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independentemente de classe funcional da New York Heart Association.
  • Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar: cor-pulmonale crônico (problema no ventrículo direito que resulta em distúrbio pulmonar), hipertensão pulmonar primária ou secundária.
  • Cardiopatia hipertensiva: hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo (cérebro, coração, vasos sanguíneos, olhos, rins).
  • Síndromes coronarianas: síndromes crônicas como Angina Pectoris (estreitamento das artérias que levam sangue ao coração) estável, cardiopatia isquêmica, pós-infarto agudo do miocárdio, entre outras.
  • Valvopatias: lesões de válvula cardíaca com repercussão na circulação do sangue, sintomática ou com comprometimento miocárdico.
  • Miocardiopatias e pericardiopatias: de quaisquer causas ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática.
  • Doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas: aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos.
  • Arritmias cardíacas: com relevância clínica e/ou cardiopatia associada.
  • Cardiopatia congênita no adulto: com repercussão na circulação do sangue, crises hipoxêmicas (pouco oxigenação), insuficiência cardíaca, arritmias, comprometimento miocárdico.
  • Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados: portadores de próteses de válvula biológicas ou mecânicas; dispositivos cardíacos implantados (marcapasso, cardiodesfibrilador, ressincronizador, assistência circulatória de média ou longa permanência).
  • Doença cerebrovascular: acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular.
  • Doença renal crônica: estágio 3 ou mais e/ou síndrome nefrótica (conjunto de sinais que caracterizam uma doença renal e evolução crônica).
  • Imunossuprimidos: transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente superior a 10 mg ao dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos seis meses; neoplasias hematológicas.
  • Anemia falciforme: todas as pessoas com a doença.
  • Obesidade mórbida: índice de massa corpórea (IMC) igual ou superior a 40.
  • Síndrome de Down: trissomia do cromossomo 21.
  • Cirrose hepática: Child-Pugh (tipo de escore de classificação) A, B ou C.


Vacinação contra a Influenza

Como a imunização contra a Influenza ocorrerá simultaneamente à vacinação contra a Covid-19, uma das dúvidas está relacionada com o tempo de intervalo entre uma vacina e outra. Considerando a ausência de estudos sobre a coadministração das vacinas, o Ministério da Saúde indica um período de intervalo de 14 dias. A recomendação é que os grupos prioritários, se possível, recebam primeiro a vacina contra a Covid-19 e, depois, a da gripe.

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