MEDICINA & SAÚDE - Novos medicamentos para tratar doenças inflamatórias intestinais

Campanha Maio Roxo conscientiza sobre o diagnóstico precoce e tratamento da retocolite ulcerativa e da doença de Crohn

Por
· 2 min de leitura
(Foto – Pixabay)(Foto – Pixabay)
(Foto – Pixabay)
Você prefere ouvir essa matéria?

Durante o mês de maio, ações em todo o mundo alertam sobre a importância do diagnóstico precoce das doenças inflamatórias intestinais e seu tratamento adequado para a qualidade de vida dos pacientes. Novas opções de tratamento para estas doenças foram regulamentadas recentemente, conforme explica a médica coloproctologista do Hospital de Clínicas de Passo Fundo, Dra. Ornella Cassol. “Os anos de 2020 e 2021 trouxeram boas notícias para o tratamento das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs). Foram incorporados ao SUS pela CONITEC (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias) no ano de 2020 os medicamentos biológicos Infliximabe e Vedolizumabe e em 2021 pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) que é a agência reguladora do planos de saúde no Brasil, as terapias biológicas, Infliximabe, Vedolizumabe e Golimumabe para tratamento da Retocolite Ulcerativa moderada a grave. Tratamentos estes que anteriormente eram liberados apenas para os pacientes com Doença de Crohn”, enfatiza a coloproctologista.  

 

SUS e planos de saúde

A especialista evidencia que esta conquista é resultado de um esforço conjunto, que envolveu diversas instituições e profissionais da área. “A aprovação desses medicamentos pelo CONITEC e pela ANS beneficia milhares de pacientes com retocolite ulcerativa e é o resultado de um trabalho em equipe, que envolveu a participação do GEDIIB - Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil e das associações de pacientes ABCD, DII Brasil, entre outras. Os tratamentos prescritos passaram a ter cobertura pelo SUS e planos de saúde.”  

 

Diagnóstico das DII’s  

As DIIs mais frequentes são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. Suas causas ainda não são conhecidas, de acordo com dados apresentados pelo GEDIIB - Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil estas doenças atingem 13,25 em cada 100 mil habitantes, sendo 53,83% para a Doença de Crohn e 46,16% para a Retocolite Ulcerativa. “A Retocolite Ulcerativa (RCU) ou colite é uma doença inflamatória intestinal, que é caracterizada por inflamação difusa da mucosa cólica. Os sinais e sintomas da RCU dependem da localização, significância e gravidade da doença. A Retocolite Ulcerativa acomete apenas intestino grosso, já a Doença de Crohn pode afetar todo o tubo digestivo e o ânus. Tratam-se de condições crônicas, mas com tratamentos que na maioria das vezes permitem ao indivíduo levar uma vida normal, principalmente quando se tem o diagnóstico precoce”, explica.


Live sobre os novos tratamentos

O acesso aos novos tratamentos para as DII’s é tema de uma live promovida pelo Hospital de Clínicas de Passo Fundo, segunda-feira, 10 de maio, a partir das 19 horas. O evento será transmitido pelo canal do HC no YouTube e terá a participação do farmacêutico da Assistência Farmacêutica da Secretaria Estadual de Saúde, Tobias Barzotto, da médica gastroenterologista, Dra. Angelina Dantas Costa e da médica coloproctologista, Dra. Ornella Cassol. 

Dra. Ornella Cassol é médica coloproctologista no Hospital de Clínicas de Passo Fundo (Foto – Divulgação-HCPF)


Gostou? Compartilhe