Passo Fundo irá iniciar a vacinação de professores e outros grupos prioritários na próxima semana

1.992 doses da vacina Pfizer/BioNTech estão prrvistas para chegar na segunda-feira (24)

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Passo Fundo confirmou hoje (21) que irá começar a vacinar na próxima semana os trabalhadores da educação, população privada de liberdade e pessoas em situação de rua. O início desse processo será possibilitado pelo recebimento de 1.992 doses da vacina Pfizer/BioNTech, previsto para a segunda-feira (24),

A informação foi adiantada ontem (20) ao ON pela secretária de Saúde, Cristine Pilati, e confirmada hoje pelo prefeito de Passo Fundo, Pedro Almeida. “Hoje, nós chegamos a mais de 59,1 mil pessoas vacinadas e mais de 100% da cobertura prevista das pessoas de 18 a 59 anos com comorbidades e deficiência permanente”, destacou o prefeito.

Uma decisão da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), publicada no dia 19 de maio, autorizou os municípios gaúchos a progredirem na vacinação dos públicos-alvo ao concluírem a meta do último grupo. O município afirma que a cobertura vacinal da etapa de comorbidades já foi praticamente atingida, com exceção das gestantes e puérperas, que tiveram a vacinação com a vacina da AstraZeneca/Oxford suspensa. A vacina da Pfizer também será destinada a esse grupo, já que a fabricante já permite a vacinação de gestantes.

 A cobertura vacinal dos profissionais da educação será escalonada e terá como grupo prioritário, no primeiro momento, os profissionais de Educação Infantil.  No grupo dos profissionais da educação, estão todos os que possuem vínculo com escolas, como professores e servidores da merenda e da limpeza. “O Município já havia se organizado para o recebimento da Pfizer e planejado o início da imunização dos professores e demais servidores das escolas da rede pública e privada entendendo a necessidade”, disse o prefeito.

Primeiras doses da Pfizer não terão necessidade de ultrafreezer

O primeiro lote da Pfizer que chegou ao Rio Grande do Sul continha 32,7 mil doses, utilizadas exclusivamente na capital gaúcha devido à necessidade da conservação em ultrafreezer, em temperatura inferior a – 65°C.

Após orientações do Ministério da Saúde e uma reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), composta pela Secretaria Estadual e as secretarias municipais de Saúde, realizada nesta semana, a estratégia foi modificada, viabilizando a destinação das últimas 110 mil doses recebidas para os demais municípios.

De acordo com a secretária municipal de saúde, Cristine Pilati, a medida leva em consideração a durabilidade das doses após serem descongeladas. “As doses podem ser armazenadas em temperatura de 2°C a 8°C de quatro a cinco dias, sem utilização de ultrafreezer”, salienta.

Quando forem levadas às geladeiras comuns ou refrigeradores, as vacinas da Pfizer não podem ser congeladas novamente. Para a aplicação, cada frasco com seis doses deverá ser diluído com soro fisiológico injetável, e pode permanecer à temperatura ambiente por até oito horas.

Expectativa para o recebimento de mais doses

Ao estruturar o recebimento e a armazenagem das vacinas da Pfizer, o Município conseguiu o empréstimo de ultrafreezers com o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP). A parceria garante que, num envio de mais doses que terão a necessidade de ser congeladas, as vacinas sejam conservadas.

O administrador do HSVP, Ilário de David, afirma que o hospital possui três equipamentos com capacidade de conservação a menos - 80°C. “Analisando que as doses ficaram na capital, o hospital prontamente discutiu e contatou a Prefeitura para disponibilizar, no mínimo, um desses freezers. Se for preciso, disponibilizaremos dois. Esse é um momento importante e nós também queremos que a vacinação ocorra de forma rápida”, enfatiza.

Notícia atualizada às 16h41

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