O garçom sobe ao palco do Batatas

É a estreia da banda ‘Bené e o Fim’, nesta quinta-feira no Menor Palco do Mundo©

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Zimerman e Ema idealizaram Bené e o Fim  - Foto – Arquivo pessoalZimerman e Ema idealizaram Bené e o Fim  - Foto – Arquivo pessoal
Zimerman e Ema idealizaram Bené e o Fim - Foto – Arquivo pessoal
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O Batatas, templo do rock passo-fundense que fica no início da inclinação da Independência, tem show de estreia da banda ‘Bené e o Fim’ nesta quinta-feira, 16/10. E desta vez, literalmente, o garçom vai subir no palco – ou melhor, no Menor Palco do Mundo©. Sim, o Gui Zimerman vai subir os 25cm que separam seu gorro do assoalho da badalada gaiola dos músicos. Um começo em copo alto, com estreia da banda, primeira apresentação do Zimerman e gotas de um repertório Made In Brazil.

Elenco sortido

A novíssima banda tem iniciantes saindo da incubadora e figuras carimbadas escapando da caverna. Então, a ansiedade dos estreantes terá o suporte de peças quase incrustradas no MPM©. No vocal Ema Machado, baixo Dan Ludwig, teclados Gui Zimerman, guitarra Carlos Bolacha e bateria Télbio de Freitas o Telbeats. “A ideia do Bené vem do personagem da Cidade de Deus, que era o cara mais legal da favela, que todos os nichos gostavam”, conta o vocalista Emanuel ou simplesmente Ema.

No balcão do Batatas

E foi embaixo do Menor Palco do Mundo que tudo foi concebido. Surgiu numa conversa no balcão do batatas entre Ema Machado e Gui Zimerman, com a vontade de botar em prática algumas músicas brasileiras que os dois tinham mais afinidades e não ouviam tanto no repertório do bar. Isso já deu volta no calendário e bate mais de um ano entre sonhos e ensaios. Alguns pularam da gaiota, outros chegaram e agora vai. Ema e Zimerman estão tão afinados que até falam a mesma coisa: os dois adjetivam Carlos Bolacha como “o mestre”. E será no MPM© que tudo vai começar.

Muita brasilidade

Zimerman diz que a banda chega com muita brasilidade. “Samba, rock brasileiro, rock psicodélico, Lulu, Criolo, Djavan, Ave Sangria...” Ema completa a listinha do que vamos ouvir nesta quinta. “O repertório passeia por todo o Brasil, do sul de Kleiton e Kledir a Bahia do BaianaSystem, do RJ do Planet Hemp ao forró do Falamansa”. Então, assim deve será o começo de Bené e o Fim.


“É como jogar em casa”

Entre um gorro e uma barba, atua o sorriso de Guilherme Zimerman no outro lado do balcão do Batatas. Passo-fundense com 36 anos de respiração consolidada, já acampou por Porto Alegre, Nordeste e deu um giro pelo Rio Grande Amado. Atua na copa que não é a da Fifa, é a do Batatas. “Sou um garçom de curta distância”, define, pois o espaço não permite mais que um passo e meio para preparar um coquetel ou tirar um chope.

Teclas autodidatas

Zimerman é aquele sujeito sorridente e, ao mesmo tempo, tímido. Um músico enrustido. “Toco teclado, guitarra e baixo. Quando estava em Recife, no local tinha um teclado e comecei a estudar como autodidata.” Mas, pelo que os amigos contam, suas mãos não ficam muito tempo longe do conjunto articulado em ébano e marfim. Um arpejo que ficou mais frequente com os ensaios dos últimos meses.

Tranquilidade

Será a primeira vez que Gui vai tocar para o público. Mesmo assim, parece que a sua habitual tranquilidade vai colocar a ansiedade na coqueteleira. E, depois, aquele sorriso para encher o copo. E na troca da coqueteleira pelas teclas brancas e pretas? “É a primeira vez num palco. Não sei como será para mim. Mas, me sinto em casa. É como jogar em casa... Bem tranquilo”.

 

-> SERVIÇO

Show com Bené e o Fim

LOCAL: Batatas

ENDEREÇO: Independência, 556

DATA: 16/10 – quinta-feira

HORÁRIO: Lá pelas 22 horas


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