Projeto Comunitário une pesquisa e segurança pública

Estão previstas ações de educação ambiental, desenvolvimento de cultivares, pastagens e conservação do solo na construção de uma fazenda modelo.

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Um projeto de desenvolvimento sustentável na área da Fazenda da Brigada Militar está sendo realizado pela Embrapa Trigo e o 3° Regimento de Polícia Montada (3°RPMon) do Comando Regional da Brigada Militar (CRPO-P), em Passo Fundo, RS. Estão previstas ações de educação ambiental, desenvolvimento de cultivares, pastagens e conservação do solo na construção de uma fazenda modelo.

A Brigada Militar destinou para os trabalhos com a Embrapa uma área inicial de 25 hectares em seu Centro de Instrução Militar (CIM), a poucos quilômetros da sede da Embrapa Trigo. “No local existem várias áreas de preservação permanente (APPs) e a principal barragem que abastece o município, alem do Rio Passo Fundo”, explica o Coronel João Darci Gonçalves da Rosa, comandante do CRPO-P.

Através da parceria, a pesquisa vai evoluir da implantação de pastagens para a rotação de culturas com integração lavoura-pecuária-floresta. Na Fazenda, serão instalados experimentos da pesquisa com grãos voltados ao melhoramento genético, que poderão servir ainda para reduzir os gastos com a alimentação dos equinos e bovinos. A proposta é transformar a área numa Fazenda Modelo, aplicando práticas sustentáveis que possam ser reproduzidas nas pequenas propriedades rurais.

“Como resultado destas ações, estaremos promovendo a permanência de famílias no campo, em áreas preservadas com modelos de sistemas de integração mais produtivos”, afirmou o Comandante Geral da BM, Coronel Sérgio Roberto de Abreu.

De acordo com o Major Veterinário João Ignácio do Canto, o projeto prevê ações de recuperação ambiental, como averbação de áreas de APPs, Reserva Legal, recomposição de mata ciliar e do campo nativo. Uma parceria com as entidades fiscalizadoras, como IBAMA, Defap/SEMA e o Batalhão Ambiental, vai ampliar a diversidade da fauna e da flora com a correta implantação de espécies nativas e o uso do local como um campo de soltura para os animais silvestres apreendidos na região.

O acompanhamento do projeto acontece através da integração com diversas empresas e instituições do município, com o empréstimo de máquinas pela indústria metal-mecânica, a destinação de instalações e equipamentos pela Procuradoria Geral do Estado, o monitoramento da água pela concessionária do serviço (Corsan), Ministério Público, Batalhão Ambiental, e a participação voluntária de mais de 40 estudantes/ano voluntários da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da UPF. O próximo passo, segundo o Major do Canto, é utilizar a Fazenda para atividades de produção em sistemas de iLPF e educação ambiental em parceria com as secretarias de educação e meio ambiente, além de ONGs da região.

Acompanhamento
Para a Embrapa Trigo a utilização de uma área próxima da empresa de pesquisa vai favorecer o acompanhamento do projeto. “Nossas equipes vão desenvolver atividades permanentes na área, tanto no verão quanto no inverno, em ações como rotação de culturas, adaptação de sistemas produtivos, melhoramento genético, conservação de solo, impactos sócio-econômicos, manejo de pragas e doenças. Para a comunidade, os benefícios são a melhoria da qualidade da água, a redução nos custos do policiamento montado e a estruturação de uma área de formação complementar para produtores e estudantes. Todos ganham com o projeto”, avalia o Chefe-Geral da Embrapa Trigo, Sergio Roberto Dotto.

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