Município amplia contratações em saúde para atender demanda dos casos de Covid-19

Desde janeiro, a administração já contratou mais de 100 profissionais entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e em outras especialidades. Crescimento nos casos sintomáticos e necessidade de tratamentos para pacientes pós-Covid-19 exigem reforços nos atendimentos oferecidos pelo município

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Foto: Diogo Zanatta/PMPFFoto: Diogo Zanatta/PMPF
Foto: Diogo Zanatta/PMPF
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A pandemia do Coronavírus tem alterado, de diferentes formas, os serviços oferecidos à população. Na saúde pública municipal, os impactos da crise sanitária também exigem a reorganização e a reestruturação de projetos e programas em atenção básica construídos para o atendimento da comunidade. “A Secretaria de Saúde tem se ajustado às dificuldades agravadas pela pandemia, trabalhando em diferentes frentes para assegurar a continuidade da prestação de todos os serviços que são de responsabilidade do município”, afirma a secretária de Saúde, a médica infectologista, Cristine Pilati.

Neste cenário de enfrentamento da pandemia, a composição de equipes de profissionais para atuarem nas estratégias de combate e tratamento dos casos de Covid-19 tem sido um dos grandes desafios para os gestores municipais. “Sabemos do cansaço e da exaustão física e mental dos nossos médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais trabalhadores em Saúde. Há mais de um ano eles estão na linha de frente contra o vírus, lidando com esta situação nova e que colocou em evidência tantos questionamentos”, pondera o prefeito de Passo Fundo, Pedro Almeida.

Conforme ele, desde janeiro a Prefeitura lançou cinco editais entre processos seletivos e chamamentos públicos objetivando a contratação de novos profissionais para o enfrentamento da Covid-19, além de reforçar as equipes médicas em Atenção Básica e de odontólogos, para compor o quadro do programa ‘Passo Fundo Sorri’. “Logo no início da nossa gestão, aproveitamos a validade de um concurso público para chamar 52 médicos. Destes, apenas quatro responderam e foram incorporados ao atendimento de pacientes Covid-19”, recordou Pedro, explicando que a urgência na estruturação do quadro clínico da rede municipal de saúde tem sido um desafio constante para a Administração.


Recomposições

Dados da Secretaria de Saúde mostram que os cinco processos abertos para novos profissionais de atendimento à Covid-19 foram pautados por diferentes formas de contratação em razão do caráter de emergência provocado pela pandemia. “Buscamos acelerar os chamamentos públicos e utilizamos formas diversas de contratualizar a entrada destes profissionais na rede, permitindo tanto a segurança jurídica quanto a prestação do serviço imediato para a comunidade”, definiu a secretária de Saúde, comentando que a rotatividade de médicos na municipalidade tem sido uma característica deste período. “E isso se dá por motivos distintos, seja pelo esgotamento dos profissionais que atuam na linha de frente da pandemia ou por outros vínculos empregatícios que surgem”.

Segundo Cristine, nos cinco primeiros meses deste ano, a Prefeitura contratou mais de 100 profissionais em Saúde, o que tornou possível a ampliação do número de unidades para atendimento de pessoas sintomáticas – além do Cais Petrópolis, os Cais Boqueirão e São Cristóvão foram transformadas em centros de referência – e a ampliação do Pronto Atendimento no Hospital Beneficente Dr. César Santos. “Conseguimos efetivar estas ampliações e manter também o funcionamento de todas as estruturas das unidades básicas de saúde nos bairros, evitando uma sobrecarga ainda maior no sistema público de saúde dos hospitais”, refletiu ela.

Ainda de acordo com a secretária, até o final do mês de junho, devem ingressar na rede outros 70 médicos que atuarão na atenção básica e também no atendimento Covid-19, 10 psicólogos, três fisioterapeutas, três nutricionistas, três técnicos de enfermagem, três auxiliares em saúde bucal e dentistas. “A prefeitura ainda está finalizando outro processo de seleção que poderá resultar na contratação de mais 70 médicos, entre especialistas e não-especialistas”, reforçou Cristine.


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