A violência escolar, seja entre estudantes ou em situações que envolvem professores e funcionários, segue sendo um dos grandes desafios para a comunidade educacional. Em Passo Fundo e região, a 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) tem reforçado protocolos e ações de cuidado para lidar com ameaças e episódios que comprometem a segurança dentro das escolas.
De acordo com a coordenadora da 7ª CRE, Carine Weber, o acompanhamento é imediato sempre que uma situação chega ao conhecimento da Coordenadoria. “Sempre que tomamos conhecimento de alguma situação de violência ou ameaça nas escolas, seja envolvendo professores, servidores ou estudantes, imediatamente entramos em contato e avaliamos o caso para encaminhamentos pertinentes, inclusive com medidas mais específicas, como instauração de procedimentos administrativos para averiguação, bem como interlocução com forças de segurança e Ministério Público Estadual”, explica.
A coordenadora ressalta que a rede estadual conta com protocolos específicos de prevenção e enfrentamento. Cada escola possui uma Comissão Interna de Prevenção à Violência Escolar (CIPAVE), responsável por registrar os casos em uma plataforma monitorada pela CRE e pela Secretaria Estadual da Educação (SEDUC). Além disso, a Coordenadoria mantém um Núcleo de Cuidado e Bem-Estar Escolar (NCBEE), formado por assistente social e psicólogo, que oferece suporte às equipes escolares, tanto no acompanhamento de alunos quanto de professores vítimas de ameaças ou violência.
Parceria
A parceria com órgãos de segurança pública também é estratégica. “Trabalhamos em sintonia fina com as forças de segurança, especialmente a Brigada Militar, por meio da Patrulha Escolar, bem como com o Ministério Público Estadual e Federal”, destaca Carine.
Conforme ela, o acompanhamento psicológico, social e pedagógico está entre os apoios oferecidos aos profissionais que enfrentam situações de ameaça. A coordenadora lembra que o enfrentamento vai além da resposta imediata, envolvendo também ações de prevenção. “O aumento de registros desde a pandemia mostra como as dificuldades relacionais se intensificaram e passaram a impactar diretamente a forma como os estudantes e a comunidade escolar lidam com os conflitos”, avalia.
Segundo ela, o trabalho formativo junto às equipes escolares contribui para que situações antes consideradas “normais” ou resolvidas de forma interna agora sejam formalmente registradas e tratadas como riscos ao ambiente escolar. “A informação de casos por meio da Plataforma CIPAVE garante às escolas um caminho formal, seguro e com monitoramento efetivo, fortalecendo a rede de proteção”, completa.
A Coordenadora reforça que todas as situações são acompanhadas e monitoradas para garantir segurança e preservar os vínculos dentro da escola.


