As estruturas de aço na construção de prédios, emblemáticas em filmes e desenhos animados, já é realidade no Brasil e, agora, chega ao Rio Grande do Sul. Desembarca em Passo Fundo, seguindo a proposta inovadora do empresário Erasmo Carlos Battistella. A Ci8, construtora do Grupo ECB, é pioneira no uso de estruturas metálicas. Mesmo antes de delinear o esqueleto dos enormes prédios, já estão presentes nas obras do complexo multiuso Icon ECB. Os primeiros perfis darão sustentação à contenção metálica que cerca o complexo, em área onde o desnível pode atingir até 19 metros. Peça por peça, começa uma montagem que une logística e precisão.
Entrega antecipada
Nova York e Londres são exemplos conhecidos pelo sistema construtivo em estruturas metálicas. Já no Brasil, o uso é recente. “Se existe nos Estados Unidos, em São Paulo e em Balneário Camboriú por que não em Passo Fundo?”, indaga Battistella. “Estamos trazendo inovação para o Norte do Rio Grande do Sul com um padrão construtivo internacional, com mais controle, mais segurança e mais eficiência em todas as etapas da obra”. A proposta vai além de uma opção técnica, pois é estratégica e tem efeitos diretos na redução dos prazos de conclusão. Com entrega anunciada para 2029, o projeto teve a data antecipada para o final de julho de 2028.
Obra limpa
Mais do que uma imensa construção, o primeiro complexo do Estado a ser erguido integralmente com esse método construtivo exige grandes parcerias. É onde ingressam a ArcelorMittal e a Medabil, referências globais na cadeia do aço. O canteiro de obras ganha em assepsia, explicou o diretor de Operações da Ci8, engenheiro Guilherme Sartori. “As peças ocupam pouco espaço, pois terão fluxos de chegada e utilização muito bem planejados. Já chegam prontas ao canteiro, em nível de precisão industrial, reduzindo erros e a necessidade de ajustes na própria obra”. Destacou o menor peso das estruturas em relação ao concreto. As peças serão movimentadas por gruas.
Menor impacto ambiental
Se sustentabilidade é regra para o Grupo ECB, agilidade e velocidade não são os únicos resultados do sistema estrutural escolhido pela Ci8. “Impacta também em qualidade, precisão e previsibilidade”, afirma Erasmo Battistella. O engenheiro Sartori estima “40% menos resíduos no canteiro de obras e a diminuição na emissão de CO2”. Há, ainda, considerável redução de pessoas na execução, em época de carência em mão-de-obra. A edificação em estruturas metálicas também reduz impactos urbanos, pois diminui a circulação de caminhões no entorno da obra. Além daquilo que se enxerga, há outros benefícios. “Mais conforto, mais qualidade, menos problemas e um imóvel com alto padrão de engenharia e valorização superior ao longo do tempo”, complementa Guilherme Sartori.
Inovação e IE
Do biocombustível à implementação de um diferencial na construção civil, a inovação é uma característica de Battistella. “O Brasil está muito atrasado em utilizar muito pouco está técnica”, disse em relação às estruturas metálicas. Sobre a construção civil, entende que “hoje está claro como vamos nos comportar nesse segmento, pois o Icon é uma inovação”. O empreendimento está junto ao IE, uma proximidade que também é indicativo de qualidade nos dois sentidos. Porém, Erasmo faz questão de dizer que o investimento no IE tem um valor sentimental e familiar. “Não é para ganhar dinheiro, mas também não é para ter prejuízo”.
Icon ECB carrega inovação e sustentabilidade
O complexo Icon ECB é inovador e chega como o primeiro ecossistema urbano de Passo Fundo, aliando sustentabilidade, inovação e facilidades. Conta com as certificações internacionais LEED e Fitwel. A localização é em ponto elevado, na quadra entre as ruas Paissandu e Uruguai, trecho da Andradas à Coronel Miranda. O complexo tem em elevação simultânea quatro torres:
VISION – Com 35 pavimentos, o mais alto do complexo com 150 metros de altura, para escritórios e lajes corporativas com padrão ‘Triple A’. Inclui o Hotel Transamérica para 110 unidades.
VANGUARD – Em 32 lajes, terá apartamentos residenciais com 1 suíte e 2 demi-suítes.
LEGACY I – A torre mais alta, com 38 pavimentos, contará com apartamentos de 4 suítes (1 por andar).
LEGACY II – Torre residencial com 33 pavimentos terá apartamentos de 3 ou 2 suítes.



