Uma das vias mais importantes de Passo Fundo, responsável pela ligação entre bairros e o Centro e também marcada por intervenções recentes na rede de água e esgoto, a Rua General Osório passará por um processo completo de requalificação urbana. A obra abrangerá um trecho de aproximadamente 1,5 quilômetro, entre a Avenida 7 de Setembro e a região dos altos do bairro Boqueirão, com investimento superior a R$ 2 milhões por parte da Corsan, atualmente sob gestão do grupo Aegea.
A iniciativa é resultado de um acordo firmado entre a Prefeitura e a companhia, consolidado após uma série de reuniões e alinhamentos institucionais. A intervenção busca não apenas recuperar a pavimentação da via, mas entregar uma solução definitiva à população após os impactos causados pelas obras de implantação da rede de esgotamento sanitário e pelos episódios de desabastecimento registrados em 2025.
Projeto
O projeto prevê o recapeamento asfáltico integral da via, acompanhado de uma série de melhorias estruturais. Antes da aplicação da nova camada de asfalto, a Prefeitura de Passo Fundo, por meio da Secretaria Municipal de Obras, realizará a revisão completa do sistema de drenagem, incluindo canalizações e bocas de lobo, etapa considerada fundamental para garantir a durabilidade da pavimentação e evitar problemas futuros.
Paralelamente, a Corsan dará sequência à conclusão da rede de esgoto no trecho contemplado, consolidando a infraestrutura necessária para o avanço do saneamento básico na região. A execução do recapeamento ficará a cargo de uma empresa a ser contratada pela companhia, enquanto a fiscalização de todas as etapas será realizada pelo município.
A previsão é de que as obras tenham início nas próximas semanas, após a finalização das intervenções em andamento na rede subterrânea. Os moradores da Rua General Osório já foram notificados pela Corsan sobre a necessidade de realizar a conexão intradomiciliar à nova rede de esgoto, etapa essencial para o funcionamento pleno do sistema.
Investimento
De acordo com o gerente de relações institucionais da Regional Planalto da Corsan, Aldomir Santi, o investimento integra um planejamento mais amplo da companhia. “Estamos trabalhando de forma alinhada com o poder público para cumprir as metas de universalização do saneamento. São obras que impactam diretamente na qualidade de vida da população e também trazem ganhos importantes para o meio ambiente”, destacou.
A Corsan projeta investimentos anuais de cerca de R$ 1,5 bilhão nos municípios atendidos, como parte da estratégia para ampliar a cobertura dos serviços. Em Passo Fundo, a requalificação da Rua General Osório se soma a esse conjunto de ações, reunindo infraestrutura viária e avanços no saneamento em uma mesma intervenção.
Com a execução do projeto, a expectativa é de que a via volte a oferecer melhores condições de circulação, segurança e conforto aos motoristas e pedestres, além de consolidar uma estrutura mais eficiente e duradoura para o sistema urbano.
O secretário municipal de Obras, Rubens Astolfi, reforça que a intervenção atende a uma demanda antiga da comunidade e destaca o trabalho integrado entre os órgãos. “A revitalização da General Osório era muito aguardada pelos moradores, especialmente após as obras realizadas pela Corsan. Estamos atuando em conjunto para garantir melhorias na drenagem, no asfalto e na sinalização, oferecendo mais segurança e qualidade para quem utiliza a via diariamente”, pontuou.
Penalidades pelo desabastecimento
O investimento da Corsan está vinculado a penalidades aplicadas em processos administrativos relacionados à crise de desabastecimento de água ocorrida em 2025, além dos impactos gerados pelas intervenções em logradouros públicos. Nesse contexto, a obra também representa uma forma de compensação à população pelos transtornos enfrentados.
Além dos benefícios diretos na mobilidade urbana, a intervenção está alinhada às metas de universalização do saneamento básico previstas no Marco Legal do Saneamento. A legislação estabelece que, até 2033, 99% da população brasileira deverá ter acesso à água potável e 90% à coleta e ao tratamento de esgoto.


