Menino morto em escola de Estação é sepultado em Getúlio Vargas

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Familiares e amigos das vítimas realizaram um ato em frente à escola onde o crime aconteceu  -  Foto: Roberta Scolari / Grupo Sideral de RádiosFamiliares e amigos das vítimas realizaram um ato em frente à escola onde o crime aconteceu  -  Foto: Roberta Scolari / Grupo Sideral de Rádios
Familiares e amigos das vítimas realizaram um ato em frente à escola onde o crime aconteceu - Foto: Roberta Scolari / Grupo Sideral de Rádios
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O corpo de Vitor André Kungel Gabirazi, de nove anos, foi sepultado na tarde de quarta-feira (9) no Cemitério Municipal de Getúlio Vargas. O menino foi a vítima fatal do ataque a faca ocorrido na Escola Municipal Maria Nascimento Giacomazzi, em Estação, na manhã da última terça-feira (8). 

O ataque foi cometido por um adolescente de 16 anos, que invadiu a escola armado com um facão e feriu quatro pessoas, entre elas uma professora e três alunos. Vitor, aluno do 3º ano do ensino fundamental, não resistiu aos ferimentos. O agressor foi apreendido logo após o crime e encaminhado à Fundação de Atendimento Socioeducativo (FASE) de Passo Fundo ainda na noite de terça-feira.

Na tarde desta quarta-feira (9), pais, professores e moradores realizaram um protesto em frente à escola onde o crime aconteceu. Com cartazes e gritos de "justiça", o grupo cobrou um posicionamento da administração municipal sobre a segurança nas instituições de ensino.

As principais reivindicações dos manifestantes eram o reforço na segurança de todas as escolas da cidade, incluindo a presença de segurança armada, e um diálogo com o poder público para estabelecer protocolos que garantam a integridade dos alunos. "Queremos levar os nossos filhos para a escola, mas queremos que tenha mais segurança", foi uma das falas ouvidas no local.

O ato, que reuniu dezenas de pessoas, foi pacífico e acompanhado pela Brigada Militar. 


Depoimento 

De acordo com a Polícia Civil, o adolescente assumiu a autoria do ataque durante o interrogatório. Segundo os investigadores, ele não revelou uma motivação clara para o crime.

O aparelho celular do adolescente foi recolhido e está passando por perícia técnica. A análise dos conteúdos acessados e interações em redes sociais podem auxiliar a esclarecer se houve algum estímulo externo ou planejamento prévio. Até o momento, não há registro de que o agressor tivesse antecedentes de envolvimento em conflitos escolares ou inimizades. Segundo a investigação, ele teria escolhido a escola de forma aleatória.

A polícia já sabe que o adolescente passou por consultas com psiquiatra, mas ainda não é possível saber se havia um diagnóstico estabelecido ou qualquer relação com o episódio de violência. A família, segundo a Polícia Civil, tinha conhecimento de seu quadro de saúde mental, embora nunca tenha registrado comportamentos agressivos anteriormente.

A Justiça acolheu a representação do Ministério Público e determinou a internação provisória do adolescente por 45 dias. A Promotoria de Justiça destacou a gravidade dos atos infracionais e a necessidade urgente de resguardar a segurança da comunidade escolar e a continuidade das investigações. O caso tramita em segredo de Justiça por envolver menores de idade.

Luto 

A Prefeitura de Estação decretou luto oficial de três dias mobilizou ações de apoio psicológico e emocional para a comunidade. Um Plantão de Acolhimento foi mantido na Casa da Cultura (Câmara de Vereadores) ao longo desta quarta-feira, oferecendo suporte com profissionais especializados. Além disso, todos os eventos oficiais do município foram cancelados ou remarcados como forma de respeito às vítimas e suas famílias. O clima nas cidades da região é de comoção. 

Vítimas

Das três vitimas que sobreviveram aos ataque, duas permaneciam hospitalizadas até a tarde de ontem (9). A menina, que tem oito anos, teve traumatismo cranioencefálico e passou por cirurgia. O estado dela é estável, mas inspira cuidados, segundo boletim do Hospital Santa Terezinha, em Erechim.

A professora de 34 anos permanecia internada no Hospital de Caridade, também em Erechim, para observação. Conforme a instituição, ela está "muito abalada emocionalmente" e recebe acompanhamento do serviço de psicologia.



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