O Ministério da Saúde confirmou, na segunda-feira (6), 225 notificações de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas em todo o país. O aumento de casos provocou a emissão de uma nota técnica nacional e a mobilização de equipes de vigilância e atendimento em todos os estados.
Conforme o último boletim, o Brasil tem 16 casos confirmados e 209 em investigação. A maioria das notificações vem de São Paulo, com 192 registros (14 confirmados), e há ocorrências em Pernambuco, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Ceará, entre outros. O país contabiliza ainda 15 óbitos, sendo dois confirmados e 13 em investigação.
Situação no RS
No Rio Grande do Sul, havia duas notificações de suspeita de intoxicação por metanol — uma em Santa Maria, já descartada, e outra em Porto Alegre, que ainda segue em análise.
Em Passo Fundo, nenhum caso foi registrado até o momento, conforme informou a coordenadora de Promoção à Saúde, Débora Orso. “Estamos seguindo a Nota Técnica Conjunta nº 360, que foi enviada para as nossas unidades de saúde. Esta nota orienta quanto ao atendimento e notificação de casos. Em Passo Fundo, não temos nenhum caso suspeito, pelo menos não temos conhecimento até o momento”, afirmou.
Diagnóstico e notificação imediata
A Nota Técnica Conjunta nº 360/2025, emitida pelo Ministério da Saúde, define o protocolo de identificação, atendimento e notificação dos casos suspeitos de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas.
O documento classifica a situação como Evento de Saúde Pública (ESP) e determina que todos os casos suspeitos ou confirmados sejam notificados imediatamente às autoridades municipais, estaduais e ao Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional).
Sintomas
De acordo com o texto, o metanol é um solvente altamente tóxico, e a intoxicação pode ocorrer por ingestão, inalação ou contato com a pele. Os principais sintomas aparecem entre 12 e 24 horas após o consumo, podendo incluir dor abdominal, náusea, visão turva, confusão mental e, em casos graves, convulsões, coma e cegueira irreversível.
A nota também reforça que o tratamento deve ser imediato, com o uso de etanol farmacêutico ou fomepizol como antídotos, sem necessidade de aguardar a confirmação laboratorial. O documento orienta ainda que casos graves devem receber hemodiálise, e a notificação deve ser registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
Antídotos e tratamento
Para garantir o tratamento adequado, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 2,5 mil unidades de fomepizol e 12 mil ampolas de etanol farmacêutico, antídotos utilizados nos casos de intoxicação. Segundo o Ministério da Saúde, as remessas já começaram a ser enviadas aos estados.
A pasta também mobilizou a Rede Nacional de Laboratórios de Vigilância Sanitária (RNLVISA) para reforçar o diagnóstico e mapeou 604 farmácias de manipulação aptas a produzir etanol farmacêutico em todas as capitais, garantindo resposta rápida a novas demandas.
Orientações à população
O Ministério da Saúde reforça que é fundamental verificar a procedência das bebidas alcoólicas e não consumir produtos de origem duvidosa. Ao apresentar sintomas suspeitos,


