OPINIÃO

Teclando - 13/01/2021

Não pise na grama

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Não pise na grama

Inacreditável. Em pleno século 21 e, portanto, no terceiro milênio, a sociedade ainda é esbofeteada por péssimas condutas. Durante décadas, o verde dos canteiros e das praças tinha a proteção de plaquinhas com a consagrada expressão ‘não pise na grama’. Foi uma longa campanha que até obteve bons resultados, envergonhando aqueles que ousavam colocar os pés sobre o gramado. Na descontração de suas brincadeiras, algumas crianças pisavam na grama e logo eram repreendidas. A plaquinha saiu da grama e desfilou nos desenhos animados e nas páginas dos gibis. Ora, há mais de meio século sabemos que é proibido pisar na grama. É uma conduta obrigatória e implícita na nossa formação social.

Agora, décadas depois, constato que esse comportamento civilizado está desaparecendo e prevalece a péssima educação. Vejo isso diariamente nos canteiros centrais da Avenida Brasil. E não se trata de molecagem de crianças. Os mal-educados são bem crescidinhos e adoram cortar caminho pisando nos canteiros. Fazem isso com a maior naturalidade e com o ego estufado de razão. De tanto passarem em certos pontos, nesses locais a grama já desapareceu. Funcionários de lojas atravessam de um lado para o outro da avenida pelos canteiros. Já vi casais sobre a grama puxando pelas mãos os filhos pequenos para um vergonhoso gesto. Aposto que, depois de colocarem suas patas nos canteiros, ainda ficam falando em educação e outras moralidades de cuecas. E, nunca é demais lembrar, estamos numa época de excessiva comunicação através de smartphones e outras parafernálias. Ou seja. Não é por falta de informação. A única explicação que encontro seria a de que, pelas suas cabeças, essas pessoas ainda vivem no mato.

Pardais

Hoje, encontramos mais pardais multando nas rodovias do que pardais voando pelas cidades. O pássaro, que não é nativo do Brasil, foi introduzido no Rio de Janeiro para combater insetos. Teve rápida multiplicação e se espalhou pelo país. Porém, de uns anos para cá, quase não vejo mais pardais pelas ruas de Passo Fundo. Agora predominam outras espécies como pombo, joão-de-barro, sabiá, canário, bem-te-vi e outros. Será que algum predador estaria acabando com os pardais? Aposto na possível ação das ratazanas, que adoram visitar ninhos indefesos no alto das árvores. Mas isso é apenas suposição minha. A conclusão eu deixo para o Professor Pardal.

Nosso Bardo

Cantor, instrumentista, compositor, cozinheiro e pintor (está sempre pintando por aí), Ricardo Pacheco é o nosso Bardo. Entre uma música e outra, ele sempre dá um pitaco. Em relação ao descaso das pessoas para com o lixo, largou essa. “Esses mortos não conseguem separar o lixo e querem separar o Rio Grande do Sul”.

Ford

E lá sei foi a Ford. Interessante é que a não vinda de uma fábrica da Ford ao Rio Grande do Sul, teve muito mais repercussão do que o fechamento de todas as fábricas da Ford no Brasil.

Pandêmica

Tem uns que não utilizam máscaras. Mas bem que poderiam usar focinheiras.

Iracélio

Para o Iracélio, o problema não é o fim da picada. É o começo. Quando não está falando em vacina está pensando. “Agora com o aeroporto fechado é que a vacina não vem mais para Passo Fundo”, disse desanimado lá pelo Oásis. Então o Léo tentou explicar que não é necessário transporte aéreo. Mas, como o Turcão também tem sangue alemão, a teimosia é imensa. “Tem que vir de avião para manter a temperatura. Se o avião é mais rápido não vai esquentar”. Faz sentido, Iracélio. E é bom lembrar que em matéria de logística o Iracélio conhece tudo e mais um pouco.

Trilha sonora

De 1977, Emerson, Lake & Palmer - C'est La Vie


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