OPINIÃO

Teclando - 06/07/2026

Caminhos que ligam Passo Fundo

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Caminhos que ligam Passo Fundo

As trilhas dos povos originários deram início às conexões com Passo Fundo. Vieram as picadas, a ferrovia, as estradas e o aeroporto. As rodovias receberam asfalto, à exceção, obviamente, da Transbrasiliana. Agora, o aeroporto dá ares para um futuro céu de brigadeiro.

Mas, certamente, o grande impulso chegou com a estrada de ferro. Por onde passava o trem surgiam povoados, vilas e cidades. Passo Fundo, em localização estratégica, está no histórico eixo ferroviário Marcelino Ramos – Santa Maria, inoperante há alguns anos. Portanto, havia ligação direta a São Paulo e ao Porto de Rio Grande.

Além disso, conta com a Ferrovia do Trigo que já transportou passageiros no emblemático Trem Húngaro. Após a enchente de 2024, o serviço de cargas está interrompido. E, para não perder o vagão da lógica, o trecho está nas mãos da iniciativa privada. Ora, isso significa um obstáculo para escoar a produção primária e, especialmente, o biodiesel produzido em Passo Fundo. Não bastasse isso, retiraram o trecho Marcelino Ramos - Santa Maria do novo pacote de concessão. Isso significa o fim de uma estrada.

Passo Fundo fica sem transporte ferroviário para boa parte do estado, Porto de Rio Grande, São Paulo e Porto Alegre. Enquanto ainda esperneamos pelo asfalto da Transbrasiliana, mantemos a covardia do silêncio em relação às ligações ferroviárias que, literalmente, chegaram ao fim da viagem.

Isso significa mais caminhões nas rodovias, maior probabilidade de acidentes e custos maiores. E, obviamente, mais carretas atravessando a cidade como se fosse uma estrada. Será que algum político entrará na composição para salvar as ligações ferroviárias? Ou isso não rende mais votos?

O que eu tenho certeza é que, além da produção primária, o biodiesel de Passo Fundo é o grande prejudicado. Trilhos para o biodiesel, trilhos para os grãos e trilhos para passageiros. Trilhos para Passo Fundo!

Neymar e Zelir

A polêmica convocação de Neymar pela Seleção Brasileira ainda repercute, mesmo após a eliminação. Enquanto a crônica esportiva faz sua resenha, aqui em Passo Fundo desvendamos o mistério. O jogador, que investe no litoral de Santa Catarina, esteve em Itapema. Lá encontrou a passo-fundense Zelir Lago Busato, que opera com turismo em Passo Fundo. O cara tem grana e o sangue italiano de Zelir não perdeu a oportunidade para uma boa venda. Simplesmente, ela montou um Pacote VIP para a Copa do Mundo. A viagem incluiu transporte aéreo, hospedagem junto à delegação brasileira, traslado para os jogos em ônibus especial e assistir às partidas na beira do gramado. Mas o pacote da ZZZ Tour tinha, ainda, um bônus: entrar em campo e bater um pênalti pelo Brasil. Enfim, um pacote mais do que VIP. Valores não divulgados.

Paulo Rossato

Amigo das antigas, Paulo Magro mandou um whats (sim, ele já usa) sobre a nomenclatura da área industrial de Passo Fundo. Ultimamente, é chamado de “Distrito Industrial Valinhos”. Porém, lembra, “a denominação correta leva o nome do visionário empreendedor Paulo Rossato, pioneiro no plantio de soja, fundador da Transportadora Sulina e da Semeato S/A. O nome de ‘Distrito Industrial e Logístico Paulo Rossato’ está na Lei Complementar, 191/2007 e Lei Municipal Ordinária - 4394/2007”. Concordo. Faz mal às gerações futuras trocar nomes de locais como um mata-borrão da história. Obrigado, Magro, por lembrar do nome de Paulo Rossato. Forte abraço e um beijo na Miriam.

O poste

Nunca admiti o uso de via pública para outro fim que não o principal. Rua é rua, calçada é calçada e praça é praça. Mas tem gente que não está nem aí para o coletivo e, ao que parece, raciocina com o próprio umbigo. Vejo algumas placas, que mais parecem mural de escola primária, na esquina entre General Netto e Independência, junto à Praça Marechal Floriano. Ficam no passeio público ou encostadas na sinalização. Outros depositam caixas de papelão na calçada e assim vai. Porém, fiquei abismado ao ver um poste emoldurado com quatro lados para anunciar uma nova loja. Em plena Brasil, quase esquina com Chicuta. Será que compraram o poste? Ai, se a moda pega...

Grande encontro

Conviver com quem a gente gosta é enxaguar a alma com lavanda inglesa. A querida professora Tânia Rösing propiciou-me um sábado maravilhoso, junto aos queridos Josiane Santin e Fernando de Castro. A nossa jornada pegou leve na pauta e teve até reminiscências sobre os velhos trabalhistas. Na próxima, mais soltos das patas, usaremos uma antiga lista telefônica, pois é muito chato deixar alguém de fora das nossas afáveis considerações. Muito obrigado, Tânia. Um beijo!

Pastelaria

Simplesmente, persiste o fedor da pastelaria aqui embaixo. Simplesmente, ninguém fiscaliza.

Trilha sonora

Chris Bennett - Midnight Express


 

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