O futuro que virou o presente
E já se foram 25 anos do tão aguardado e místico 2001. Para minha geração e anteriores, 2001 significava a imaginação de o futuro. Desde bem piá, sempre tive um pé atrás em relação ao futuro. E dois diante do presente. Isso não é nenhuma noia ou alucinação.
O tempo passa e, cada vez mais, fica difícil definir o que é ficção ou realidade. Não sou muito fissurado em filmes de ficção. Aquelas imagens futuristas com cenário no deserto, fumaça, lutas pela sobrevivência e muito sofrimento nunca me agradaram. Certamente, Stanley Kubrick foi mais elegante com 2001 e Laranja Mecânica. Já a Barbarella de Jane Fonda era um futuro insinuante.
Ou, com um olhar mais ameno, viajamos nas animações dos Jetsons. Carros elétricos, comunicação por vídeo, telefone celular, drones e inteligência artificial. Até aí estamos na doçura dos deliciosos desenhos. Mas, eles também estavam no futuro.
Pois bem, e, neste exato momento, sou eu o personagem do futuro daquelas ficções. A diferença está no simples fato de que esta é a realidade do presente. E, com os dois pés no chão do tempo presente, há o que já houve e aquilo que anunciavam que haveria. Poluição, aquecimento global, guerras, seitas, facções, manipulações...
Estou na turma dos poéticos, até patéticos, que sonham com um mundo melhor através da evolução do ser humano. Um sonho que se esfacela a cada dia ao ler as notícias. O futuro que virou o presente é uma decepção. A humanidade persiste errante, nega a evolução do conhecimento e amordaça seus melhores sentimentos.
Já escutamos Beethoven, Beatles e Bacharach. Hoje temos o BBB. Complicado, ao ponto de desconfiar da própria racionalidade. Então, na busca de uma ligação entre futuro e terror encontro apenas uma palavra: ganância.
Justi
Amigo da Família Justi de geração em geração, na sexta-feira conferi a feijoada do Sítio Restaurante, na Moron quase esquina com Benjamin. Fui carinhosamente recebido pelo Bruno e Rossana, filhos do Renatão. Já bem à vontade, senti-me em casa com o atendimento da turma do Batatas. Sim, Zé Tendeu e Gio (Gambá) comandam a logística interna.
Enquanto provava e louvava a feijoada, a história povoou minhas ideias. Bruno Justi Neto faz jus ao nome do avô. Seu Bruno, um talentoso confeiteiro, fundou a Padaria Cruzeiro nos anos 1960. E, agora, temos mais um Justi atrás do balcão. Nada mais justo!
Fumaceira
Noite dessas, olhando para a esquina da Brasil com Chicuta, vi uma fumaceira densa que tomou conta das duas pistas e do canteiro. No momento, pensei em incêndio. Depois, vi a origem da polvadeira. Nada mais nada menos do que uma caminhoneta diesel com bico injetor desregulado. Como a fumaça era preta, a mistura do diesel estava rica.
Não se trata de um problema isolado. É impressionante o que temos de veículos poluindo pela cidade. O Código Brasileiro de Trânsito prevê penalidades para esses casos. Porém, a proliferação dos infratores é um forte indicativo de que não são multados. Por quê? Aparentemente, poderia ser por falta de fiscalização.
Tranca-Ruas
Sou daqueles que batem na mesma tecla. A pastelaria que o diga. Seguindo a máxima da água mole em pedra dura, não tiro os olhos dos enormes caminhões que, irregularmente, atravessam a Avenida Brasil. Sim, de ponta a ponta. Isso, de acordo com o incauto GPS, significa que 12 quilômetros da Transbrasiliana já estão asfaltados. E com pista dupla!
O fluxo dos cargas-pesadas é um pouco maior na madrugada, até porque as sinaleiras estão desligadas. Um detalhe que chama a atenção: a maioria das carretas tem sete eixos. Sete? Número do Exu! Então, falta chegar o Exu Tranca-Ruas para colocar ordem nas encruzilhadas de acesso a Passo Fundo.
Fantasias
Diogo Zanatta foi o vencedor do Concurso de Fantasias no Carnaval do Batatas. O fotógrafo estava caracterizado do retratista Jorge Tadeu, personagem de Fábio Júnior. Na mão direita uma máquina analógica Pentax, na esquerda uma flor de antúrio.
Com a capa do disco de Bad Bunny, Lívia levou o segundo lugar. Em terceiro, Ivana arrasou como Bonequinha de Luxo. Tive o privilégio e o sufoco de ser o jurado do evento. Havia muita fantasia bonita e sobrou criatividade.
Centenário
O Centenário de O Nacional foi há 251 dias. Portanto, faltam 114 dias para os 101 anos. Espero que sem infiltrações forçadas.
Pastelaria
Em relação à pastelaria aqui em baixo, tudo na mesma.
Trilha sonora
Michel Fugain et Le Big Bazar - Une Belle Histoire

