O número de afogamentos na região de Passo Fundo apresentou crescimento expressivo em 2025. De acordo com dados do Corpo de Bombeiros Militar, foram registradas 23 ocorrências ao longo do ano, o que representa um aumento de 53% em comparação a 2024, quando foram contabilizados 15 casos.
Somente entre 1º de novembro e o início de janeiro, período marcado por altas temperaturas e maior procura por locais para banho, quatro afogamentos foram atendidos pelos bombeiros. Rios, barragens, pedreiras e açudes concentram a maior parte das ocorrências nesta época do ano.
Locais de maior risco
As cidades de Nonoai e Passo Fundo lideram os registros de afogamento na região. Um dos pontos que mais preocupa as autoridades é a área da antiga pedreira no bairro São José, em Passo Fundo, consideradade alto risco e com acesso proibido.
Segundo o tenente Ederson de Bairros, do Corpo de Bombeiros Militar de Passo Fundo e integrante do 7º Batalhão, responsável pela equipe de mergulhadores de resgate, o local continua sendo frequentado apesar das restrições. A pedreira tem características que aumentam muito o risco de afogamento, principalmente pela profundidade e pelas condições da água.
Alerta reforçado no verão
Além do risco de acidentes graves, a pedreira também enfrenta problemas relacionados ao acúmulo de lixo deixado por frequentadores. Conforme os bombeiros, a combinação entre calor intenso, acesso irregular e imprudência contribui para o aumento das ocorrências.
Diante do cenário, o Corpo de Bombeiros reforça o alerta para que a população evite áreas não autorizadas para banho e busque locais apropriados e seguros, especialmente durante o verão, quando os índices de afogamento tendem a aumentar.



