Relator da CPI da Pandemia divulga lista de investigados

Inicialmente tratadas como testemunhas, agora, elas passam a ser investigadas

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A sessão desta sexta-feira (18) foi esvaziada por senadores de oposição (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)A sessão desta sexta-feira (18) foi esvaziada por senadores de oposição (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
A sessão desta sexta-feira (18) foi esvaziada por senadores de oposição (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
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Uma lista com 14 nomes foi apresentada nesta sexta-feira (18) pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL). Inicialmente tratadas como testemunhas, agora, elas passam a ser investigadas. Na relação estão o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, os ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Ernesto Araújo (das Relações Exteriores) e o ex-secretário de Comunicação Social da Presidência da República Fabio Wajngarten.

Em entrevista coletiva hoje, Calheiros avaliou que a CPI tem feito sua parte. Segundo ele, os critérios para tornar essas pessoas investigadas é o fato "de elas já terem prestado depoimento à CPI". No entendimento do relator, a mudança é positiva para a segurança jurídica do próprio investigado. "A partir da declaração dessa condição, ele passa a ter acesso a informações e acesso às provas e indícios que estão sendo juntados na investigação", afirmou.

Na prática, a mudança permite que os citados constem na lista de indiciados pela comissão, ao fim dos depoimentos, quando uma denúncia deverá ser feita ao Ministério Público. Na condição de investigados, a CPI poderá também aprovar quebra de sigilos e operações de busca e apreensão em endereços ligados a eles.

Veja a lista completa dos investigados:

  • Marcelo Queiroga (ministro da Saúde);
  • Eduardo Pazuello (ex-ministro da Saúde);
  • Ernesto Araújo (ex-ministro de Relações Exteriores);
  • Fábio Wajngarten (ex-secretário de Comunicação Social);
  • Mayra Pinheiro (secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde);
  • Nise Yamaguchi (médica);
  • Paolo Zanotto (médico);
  • Carlos Wizard (empresário);
  • Arthur Weintraub (ex-assessor especial da Presidência da República);
  • Francieli Fantinato (coordenadora do Programa Nacional de Imunização);
  • Marcellus Campêlo (ex-secretário de Saúde do Amazonas);
  • Elcio Franco (ex-secretário executivo do Ministério da Saúde);
  • Elio Angotti Neto (secretário do Ministério da Saúde);
  • Luciano Dias Azevedo (médico)

Dos nomes que compõem a lista seis ainda não prestaram depoimento à comissão Francieli, Weintraub, Wizard, Zanotto, Angotti Neto e Luciano Dias Azevedo. Com exceção desse último nome, todos os outros já tiveram pedidos de convocação aprovados.

Depoimentos

Nesta sexta-feira, em uma sessão bastante esvaziada por senadores de oposição, os médicos Francisco Cardoso Alves e Ricardo Ariel Zimerman prestam depoimento. Convidados a depor por senadores governistas, eles iniciaram suas falas defendendo a autonomia dos médicos para aplicar medicamentos, sem comprovação científica, em pacientes de covid-19.

Por causa da posição dos médicos, de defesa ao tratamento precoce, o relator da CPI se recusou a fazer perguntas aos infectologistas e deixou a reunião. "Com todo respeito, mas eu me recuso a fazer qualquer pergunta aos depoentes. Não dá para continuar nesta situação”, disse.

“Não tem o que perguntar porque não te interessa. O tratamento [precoce] que Vossa Excelência e muitos outros negam", disse o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) ao relator.

O vice-presidente do colegiado, senador Randolfe Rodrigues ( Rede-AP), também não está presente na reunião de hoje.


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