SUSTENTABILIDADE - Primeira usina fotovoltaica da UFFS deve iniciar fase de produção em breve

Empreendimento está sendo construído no Campus Erechim, com potência de aproximadamente 400 quilowatts pico

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A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) terá uma usina fotovoltaica no Campus Erechim.  A iniciativa está sendo viabilizada com o aporte de R$ 1,7 milhão, proveniente de edital do Ministério da Educação (MEC) que prevê a construção de sistemas fotovoltaicos em instituições federais de ensino.

A usina deverá suprir a demanda de energia dos campi da UFFS situados em Erechim, Passo Fundo e Cerro Largo. Conforme o projeto, a potência da usina será de aproximadamente 400 quilowatts pico. O Campus Erechim receberá 22 kits de placas de 18,48 quilowatts pico cada um, sendo que o tamanho da área ocupada pela usina pode variar de 3.400 a 5.000 metros quadrados, dependendo do projeto final.

Conforme o projeto, a potência da usina será de aproximadamente 400 quilowatts pico. O Campus Erechim receberá 22 kits de placas de 18,48 quilowatts pico cada um, sendo que o tamanho da área ocupada pela usina pode variar de 3.400 a 5.000 metros quadrados, dependendo do projeto final.

Responsável pela implementação do projeto no Campus Erechim, o professor Marcelo Esposito explica que a usina já está com os módulos fotovoltaicos instalados e fixados na estrutura metálica e que a subestação da usina está pronta, faltando apenas a conexão com a rede elétrica interna da Universidade em 13,8kV. “A solicitação de acesso de minigeração à concessionária RGE está em andamento. Na próxima etapa a subestação primária do Campus Erechim passará por uma adequação”, descreve.

A expectativa é e que a usina entre em fase de produção em breve. Conforme o professor, a subestação foi considerada concluída ainda no dia 17 de março. O que resta, agora, é a finalização de pequenos ajustes que serão executados no ato da ligação com a rede interna da UFFS. “As tratativas com a concessionária RGE estão em andamento. Pelo contrato, falta ainda um treinamento técnico específico sobre a entrada em operação, a manutenção e o funcionamento da usina, de acordo com a norma NBR 16274 da ABNT”, esclarece.

 

Projeto tem aspecto didático

De acordo com o professor Marcelo Esposito, a instalação da usina tem ainda um aspecto didático e, por diversos momentos, o projeto chegou a ser modificar para que atendesse a necessidade de acesso ao conhecimento gerado com a construção da usina. Para ele, a redução no gasto com energia elétrica será uma consequência da instalação, mas o destaque principal está na expertise que chegará à vida acadêmica da graduação e da pós-graduação da UFFS. “Não há um momento da construção ou detalhe de projeto que não tenha a mão da equipe técnica da UFFS – Campus Erechim e da Secretaria Especial de Obras. Como um dos responsáveis pela usina, além de defender junto aos gestores da UFFS o projeto inicial para trazer o projeto para Erechim, colaborei com a escolha do edital carona quando o recurso do MEC foi direcionado à UFFS”.

O aprendizado se sobressai, principalmente, para os alunos do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária e Agronomia, que estudam disciplinas relacionadas a processos fotovoltaicos e, através da construção da usina, podem experienciar de perto o que é aprendido a partir da teoria. “Outra proposta para os cursos de graduação é o Sistema Fotovoltaico Integrado à Edificação (SFIE). Coordeno também um projeto de extensão: Programa de Bom Uso Energético - PROBEN, que envolve energia fotovoltaica e é a base para a participação nos editais anuais do Programa de Eficiência Energética (PEE) da CPFL/RGE. Em 2020 foi submetido o primeiro relatório de diagnóstico energético para proposta de projeto de eficiência energética. Esse projeto tem a colaboração da empresa júnior do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da UFFS - Campus Erechim, a EngTech Jr. – Soluções Ambientais”, comenta o professor.

Esposito também destaca que o Campus chegou a procurado para atuar como referencial técnico na construção de uma usina fotovoltaica com o dobro da potência instalada na UFFS, além da solicitação de apoio técnico relacionado à geração de energia elétrica em pequenas propriedades rurais relativas à agricultura familiar. “Como tudo que está acontecendo é recente, e devido à pandemia de covid-19, esses convites foram deixados para outro momento”.

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