Levantamento define como ‘sinistra’ a projeção de óbitos nas próximas semanas na região

Plano Estruturado de Prevenção e Enfrentamento à Epidemia do Novo Coronavírus teve a participação de diversas entidades

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Alto numero de hospitalizações em leitos clínicos e UTIs deve elevar ainda mais número de mortes (Foto: Gerson Lopes/ ON)Alto numero de hospitalizações em leitos clínicos e UTIs deve elevar ainda mais número de mortes (Foto: Gerson Lopes/ ON)
Alto numero de hospitalizações em leitos clínicos e UTIs deve elevar ainda mais número de mortes (Foto: Gerson Lopes/ ON)
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Uma análise dos dados epidemiológicos da região Covid-19 de Passo Fundo, realizada no Plano Estruturado de Prevenção e Enfrentamento à Epidemia do Novo Coronavírus, constatou que as hospitalizações iniciaram um processo de redução, porém, os números estão “extremamente” elevados quando comparados com a série histórica. Além disso, as internações em leitos clínicos estão perdendo força após crescerem 109,94% em 5 semanas. 

Por outro lado, o levantamento prevê agravamento nas internações de pacientes Covid-19 em UTIs, “devido à grande quantidade de pacientes Covid internados em leitos clínicos que deverão necessitar de terapia intensiva nas próximas semanas”, explica o documento, elaborado pela Associação dos Municípios do Planalto – Ampla, no âmbito do Observatório Regional de Saúde/AMPLA/CIPLAM/UPF.

Dados: Gabinete de Crise | Gráfico: Bruna Shcielfer/ON

Os casos ativos cresceram 94,64% nas últimas oito semanas, enquanto a taxa de pessoas recuperadas caiu 2,19%. Ainda assim, com o aumento de recuperados na última semana, a região mostra uma condição necessária para controlar o avanço da pandemia. O documento conclui que “o sinal de alerta ainda está aceso para o possível comportamento crescente de ativos em relação aos recuperados”.

Óbitos

Ao analisar a projeção de óbitos, o Plano faz uma previsão alarmante . “O aumento de hospitalizações covid em leitos clínicos e em UTI levam para projeção “sinistra” de crescimento considerável nos óbitos nas próximas semanas, principalmente, se a capacidade de atendimento das regiões estiver saturada”, afirma o documento.

Em relação a capacidade de atendimento, o plano destaca o número negativo de leitos de UTI livres. “Em termos de capacidade de atendimento, nota-se cenário “caótico” observado tanto na região quanto no estado, apontando para sinais de alerta de baixa capacidade de atendimento no estado e na macrorregião Norte”.

Conforme o estudo, a região pode enfrentar um colapso: “os dados epidemiológicos que geram os indicadores estão apontando que a região está vivendo uma forte onda de contaminação e vai levar o sistema de saúde a um “colapso”. Com isso, ações enérgicas e emergenciais devem ser tomadas para evitar o cenário anunciado”.

As medidas propostas, no entanto, são menos rigorosas do que as aplicadas nas últimas semanas, já que está permitida a cogestão e abertura de setores econômicos não essenciais. Entre as ações propostas estão ações mais fortes de inspeção e orientação e um trabalho de marketing de orientação da população, além das medidas como uso de máscara, teto de operação, higienização e distanciamento social.

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