Passo Fundo confirmou mais sete mortes causadas por doenças respiratórias nos últimos dias. Os registros constam na atualização do boletim semanal divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado, que já contabiliza 484 internações ao longo do ano na cidade. Em todo o Rio Grande do Sul, são mais de 900 mortes confirmadas. Com o aumento da demanda nesta época, o governo anunciou novos leitos para reforçar a rede de saúde.
Na sexta-feira (04), a cidade registrava 18 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), agora, já são 23 óbitos. Para a Influenza, mais dois falecimentos foram contabilizados nos últimos dias, chegando a marca das 15 mortes. Ao todo, já são 38 óbitos contabilizados em decorrência de doenças respiratórias.
Em todo o Rio Grande do Sul, são 903 óbitos e mais de 10 mil hospitalizações até o momento por casos registrados como SRAG. Com esse panorama, ainda em maio, o governo gaúcho decretou emergência em saúde pública com foco na prevenção e enfrentamento da Síndrome Respiratória Aguda Grave, especialmente em crianças.
Estado abre mais leitos para suprir aumento de demanda
O governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), vai ampliar de 400 para 500 o número de leitos disponíveis para o Programa Inverno Gaúcho com Saúde. Os 100 novos leitos vão reforçar a rede de saúde do Rio Grande do Sul nesta época do ano em que se verifica o aumento da demanda de pacientes com doenças respiratórias.
De acordo com o Departamento de Gestão da Atenção Especializada (DGAE) da SES, os 100 novos leitos, que representam um aumento de 25% em relação ao número anunciado anteriormente, serão financiados com os recursos já destinados para o Inverno Gaúcho com Saúde.
“Com um inverno mais rigoroso do que nos anos anteriores, avaliamos que há necessidade de um reforço no número de leitos abertos. Com esse suporte, a rede de saúde estará mais preparada para um aumento da demanda de pacientes”, explicou a diretora do DGAE, Lisiane Fagundes.
Lançado em maio, o Programa Inverno Gaúcho com Saúde destinou R$ 133,1 milhões para fortalecer a assistência à saúde durante o período mais crítico do ano: o inverno. Os recursos serão aplicados na abertura de leitos clínicos, de suporte ventilatório e de tratamento intensivo – além dos que integram os contratos regulares – na compra de materiais e medicamentos para os hospitais e no apoio à rede de atenção básica.
Vacinação em baixa
Enquanto os óbitos e internações seguem aumentando, o número de vacinados no município não segue o mesmo ritmo. Até o momento, apenas 51% da população se vacinou. Entre a população de risco, os números mais baixos ficam entre as gestantes, com apenas 22%, e crianças entre os 6 meses e os 6 anos, com 37%. A expectativa de vacinados segue muito abaixo da meta de 90% do público-alvo.
A vacina segue disponível em todas as unidades de saúde da cidade e a orientação é que, se você ainda não se vacinou, procure pelo Cais, UBS ou ESF mais próximo para ser imunizado e diminuir os riscos de agravamento das doenças.


