Passo Fundo fecha julho com saldo negativo na geração de empregos

Serviços puxam retração; construção civil e comércio foram os únicos setores a registrar crescimento

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Município acumula dois meses consecutivos de saldo negativo de empregos - Foto: Divulgação / Agência Brasil  Município acumula dois meses consecutivos de saldo negativo de empregos - Foto: Divulgação / Agência Brasil
Município acumula dois meses consecutivos de saldo negativo de empregos - Foto: Divulgação / Agência Brasil
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O mercado de trabalho formal de Passo Fundo encerrou o mês de julho em retração, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na quarta-feira (27). O município registrou 86 desligamentos a mais do que contratações, marcando o segundo mês do ano com saldo negativo.

Para o coordenador do FGTAS/Sine de Passo Fundo, Cassiano Paim Bandeira, a retração exige atenção. “Tivemos dois meses consecutivos de saldo negativo, o que contrasta com o mesmo período do ano passado, quando os números eram positivos. Muitos contratos temporários realizados no final de 2024 foram encerrados agora, e empresas de maior porte, especialmente do setor agrícola, enfrentam aumento nos custos de insumos e acabam reduzindo despesas com mão de obra”, explicou.

Setor de serviços

O setor de serviços foi o que mais contribuiu para o resultado, apresentando uma queda de 122 postos de trabalho. Em contrapartida, a construção civil encerrou o período com saldo positivo de 42 vagas, enquanto o comércio somou cinco novas oportunidades.

Mesmo com o desempenho negativo em julho, o acumulado do ano segue positivo, com 1,8 mil novas vagas formais abertas em Passo Fundo. Os serviços lideram o crescimento no período, com 949 empregos, seguidos pela indústria (365), construção civil (245), comércio (241) e agropecuária (10).

O coordenador destacou que a situação reforça a necessidade de ações voltadas à empregabilidade. “Passo Fundo é um polo de desenvolvimento, com forte comércio e indústria. No Sine, estamos sempre buscando aproximar trabalhadores das oportunidades, seja com o Sine Móvel, em ações nos bairros, ou em programas específicos. Nosso objetivo é que os próximos meses revertam esse quadro e tragam resultados positivos para a cidade”, concluiu Bandeira.

No cenário estadual e nacional, os números foram diferentes. O Rio Grande do Sul fechou julho com saldo positivo de 424 vagas, enquanto o Brasil registrou 129.775 novos postos de trabalho.

Cenário estadual

Em julho o desempenho do Estado foi de um saldo de 424 vagas formais. Entre os municípios que mais contribuíram para esse resultado estão Gravataí, Pelotas e Gramado. Segundo o secretário de Trabalho e Desenvolvimento Profissional, Gilmar Sossella, os números reforçam a importância de investir em qualificação profissional e programas de apoio ao trabalhador, como o RS Qualificação e o Artesão em Foco.

Panorama nacional

No Brasil, a geração de empregos formais desacelerou em julho, com a criação de 129,8 mil vagas, o menor número para o mês desde 2020. O resultado representa queda de 32,2% em comparação ao mesmo período do ano passado, reflexo dos juros elevados e da desaceleração da economia.

Ainda assim, todos os setores pesquisados apresentaram saldos positivos no mês. Os serviços lideraram a abertura de postos de trabalho, seguidos por comércio, indústria e construção civil.

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