Professores da rede municipal aprovam ações de mobilização em assembleia

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Assembleia aconteceu ontem à tarde, no CTG Lalau Miranda - FOTO: ISABELA ALMEIDA/ESPECIAL ONAssembleia aconteceu ontem à tarde, no CTG Lalau Miranda - FOTO: ISABELA ALMEIDA/ESPECIAL ON
Assembleia aconteceu ontem à tarde, no CTG Lalau Miranda - FOTO: ISABELA ALMEIDA/ESPECIAL ON
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Os professores da rede municipal de Passo Fundo se reuniram em assembleia geral extraordinária na tarde de ontem, no CTG Lalau Miranda, para deliberar sobre os próximos passos do movimento iniciado em agosto. A categoria está em estado de greve desde a paralisação realizada no dia 20, quando protestou contra o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 18/2025, de autoria do Executivo. A chamada da assembleia ocorreu às 16h. A decisão da categoria orientou os próximos passos da mobilização.

Na tarde dessa quarta-feira (3), os professores aprovaram uma série de ações de mobilização. Entre elas, a realização de uma vigília no gabinete do prefeito, conduzida por diretores do sindicato; panfletagem em CTGs, no centro e em outros espaços públicos; além de uma Caminhada Luminosa, em data ainda a ser definida. A categoria também deliberou pelo envio de solicitação de mudança do nome da Escola Pública de Música Yamandu Costa.

Outra proposta que avançou foi a criação de uma comissão formada por um Conselho de Representantes das escolas, que funcionará como um comando de greve para auxiliar o sindicato na articulação com toda a rede. O movimento aponta, assim, para a construção de uma grande mobilização dos professores municipais, que pode culminar em greve geral caso não haja avanço nas negociações.

O professor e diretor do CMP, Tiago Machado, destacou a disposição da categoria em resistir aos retrocessos e ao mesmo tempo manter a abertura ao diálogo. “O calendário de atividades ao longo do mês de setembro para o enfrentamento junto ao PL e para a construção de um projeto menos nocivo à categoria do magistério acho que foi uma conquista da categoria como um todo. Os professores estão dispostos à luta, mas estão abertos a negociar”, afirmou.

A proposta enviada à Câmara prevê mudanças na forma de pagamento da gratificação para profissionais da educação especial. Atualmente, o benefício de 40% sobre o salário é concedido a docentes que atuam no Atendimento Educacional Especializado (AEE), mas a categoria reivindica que a gratificação também contemple os professores das salas regulares, uma vez que estes também recebem alunos com deficiência.

A diretora do CMP Sindicato, Geniane Dutra, afirmou que a decisão tomada em assembleia será respeitada pela entidade, inclusive a possibilidade de greve.

Nota do Executivo

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Passo Fundo (SME) disse reconhecer a legitimidade das reivindicações apresentadas pelos profissionais da Rede Municipal de Ensino. Ao mesmo tempo, reforça o compromisso da gestão com a garantia do atendimento educacional, assegurado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Para garantir que os alunos não fiquem sem aula regular, a Secretaria solicita ao sindicato que organize suas mobilizações, sempre que possível, fora do horário escolar, de modo a evitar prejuízos ao processo de ensino e aprendizagem.

A nota diz ainda que, considerando que, nos últimos 15 dias, os alunos da Rede Municipal já foram dispensados em duas ocasiões em razão de atividades promovidas pelo sindicato, a Secretaria informa que haverá o registro das ausências e o desconto proporcional das horas não trabalhadas, conforme estabelece a legislação vigente.

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