Passo Fundo registra saldo positivo na geração de emprego pelo terceiro mês consecutivo

Impulsionado pelo setor de serviços, o município encerrou o mês de julho com 224 novos postos de trabalho

Por
· 3 min de leitura
Este é o terceiro mês consecutivo com saldo positivo (Foto: Agência Brasília)Este é o terceiro mês consecutivo com saldo positivo (Foto: Agência Brasília)
Este é o terceiro mês consecutivo com saldo positivo (Foto: Agência Brasília)
Você prefere ouvir essa matéria?

A geração de empregos segue em ritmo otimista em Passo Fundo. Depois de ter registrado o pior índice de empregabilidade do ano durante o mês de abril, com o encerramento de quase 1,5 mil postos de trabalho, o município vem apresentando uma recuperação gradativa, projetada especialmente pela flexibilização das atividades econômicas e o avanço da vacinação. De acordo com os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), Passo Fundo encerrou o mês de julho com 224 novos postos de trabalho. O saldo, positivo pelo terceiro mês consecutivo, é resultado de 2.684 contratações, contra 2.460 desligamentos.

O levantamento mostra ainda que o setor de serviços, que já liderava o ranking de contratações por grupamento de atividade econômica no mês de junho, continuou impulsionando a geração de emprego em Passo Fundo durante o último mês. Foram 1.093 pessoas contratadas pelo setor em julho, contra 868 trabalhadores demitidos, resultando em saldo positivo de 225 vagas. O comércio, também como no mês de junho, voltou a ocupar o segundo lugar no ranking, com 52 novos postos de trabalho. Já o setor agropecuário, que gerou 19 novas vagas em julho, aparece em terceiro lugar e é seguido pela área da construção, que abriu quatro novos postos de trabalho. O único setor a apresentar saldo negativo durante o período foi a indústria, que demitiu 76 pessoas a mais do que contratou.

O coordenador da agência local do FGTAS/Sine, Sérgio Ferrari, percebe os números reunidos no banco de dados como um indicador da força do comércio e dos serviços para a economia local. Ele observa que, juntos, os setores se tornaram um referencial quando o assunto é a empregabilidade no município. “A nossa indústria, apesar de pujante, tem poucas empresas com um grande volume de contratações. Já o comércio e o serviço são nossos maiores contratantes. São setores que chamam a atenção de empresários, principalmente, pelo público circulante em Passo Fundo, que antes da pandemia girava em torno de 30 mil pessoas. Então, fora os 200 mil habitantes, temos ainda 30 mil pessoas que passam pela cidade, consomem no nosso comércio e usufruem dos nossos serviços”, analisa.

Ainda de acordo com os dados do Novo Caged, os principais contratados em Passo Fundo no mês de julho foram trabalhadores com 18 a 24 anos de idade e com ensino médio completo. A divisão por gênero apresenta pouca diferença, mas homens ainda aparecem na frente, com 1.420 contratações, contra 1.264 mulheres admitidas.

 

Contratações temporárias devem apresentar alta nos próximos meses

Para o coordenador do FGTAS/Sine, a melhora nos indicadores da pandemia e o avanço na vacinação contra o coronavírus, próximos à reta final do ano, devem se refletir em meses promissores para o município. “Somente no Sine, nessa segunda-feira, estávamos com 105 vagas disponíveis e já estamos recebendo ligações de empresas que, a partir de setembro, querem começar a fazer contratações temporárias para o final do ano. É um período em que historicamente temos um aumento nas vendas do comércio, por exemplo. Agora mesmo, com 90% da população vacinável já com a primeira dose, é possível notar que o número de pessoas circulando aumentou e isso exige a contratação de novos vendedores”, relata.

Ferrari destaca ainda o atual estoque de 63.200 trabalhadores com carteira assinada no município como outro indicativo de melhora no mercado passo-fundense. Isto porque, antes da pandemia, o número não passava de 59 mil, segundo ele. “Passo Fundo vinha em uma constante de três ou quatro anos encerrados com saldo positivo na geração de empregos e, mesmo com a crise sanitária, isso deve se repetir nesse ano”.

 

Brasil cria 316 mil postos de trabalho formal em julho

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o saldo também ficou positivo a nível nacional. Durante o mês de julho, o Brasil registrou um saldo de 316.580 novos trabalhadores contratados com carteira assinada, resultante de um total de 1.656.182 admissões e 1.339.602 desligamentos. O salário médio de admissão caiu 1,25% na comparação com o mês anterior, situando-se em R$ 1.801,99.

No acumulado do ano, o país registra saldo de 1.848.304 empregos, decorrente de 11.255.025 admissões e de 9.406.721 desligamentos. O estoque nacional de empregos formais, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, relativo a julho ficou em 41.211.272 vínculos, o que representa uma variação de 0,77% em relação ao estoque do mês anterior.


Gostou? Compartilhe