OPINIÃO

Teclando - 03/06/2020

Querem sangue

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· 2 min de leitura
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Querem sangue

É triste. É nauseante. É doloroso o cenário que temos, hoje, num país cujas maravilhas encantam e são cantadas em verso e prosa. É o contrário da pureza que o brasilianismo espalhou pelo mundo. O Brasil está tinindo em febre e cloroquina, obviamente, não resolve. Já soma muitas características daquelas republiquetas de grosseiros enredos latino-americanos. De fato, o Brasil está sendo o Brazil. É assustador, pois aquele que deveria respaldar a unidade prega, direta ou indiretamente, um confronto interno. Ora, o que podemos esperar quando um chefe de estado quer ver sangue em seu território? Quando pisoteia direitos, conquistas sociais e igualdades? Quando incita o desrespeito à harmonia entre os poderes? Quando a proteção nepotista extrapola os limites da lei? Quando expressa desrespeito em tom ditatorial? Quando despreza vidas?

Ora, estes são alguns sintomas que apontam para o diagnóstico de uma perigosa doença. Sim, uma insanidade cujo contágio espalha ódio, discriminação e morte. Enquanto as pessoas com o raciocínio normal apenas questionam, as mentes insanas sequer permitem o diálogo. Não argumentam, mas propagam a confusão. Suas respostas são repetições de ameaças fantasmagóricas, subterfúgios, muletas do recalque e as mesmas desculpas esfarrapadas de golpistas há mais de meio século. Isso, além de ridículo, é criminoso. O diálogo não pode ser substituído pela truculência e o ódio não pode afetar o bem comum. Comportamentos ditatoriais não combinam com a gente brasileira. Filhotes da ditadura, não! A índole do brasileiro é boa, sim! E abomina sangue.

Profissionais liberalíssimas

Atendendo às provocações de um amigo, um conhecido músico e cozinheiro que prometo manter sua identidade no mais absoluto sigilo, o tema é o sexo na pandemia. E não estou falando da comidinha caseira. A dúvida é saber como ficou a vianda e o lanchinho fora de casa. Não sei qual o termo mais adequado, se profissionais do sexo ou garotas de programa? Prefiro dizer que são profissionais liberalíssimas. Aliás, uma classe sempre vulnerável aos preconceitos da vida. Além, é óbvio, de estarem sempre sobre ameaças patológicas. A Aids obrigou ao uso da camisinha. Agora o novo coronavírus impôs a utilização da máscara e o fim do contato direto. Opa! Sem contato físico e ainda com máscara? Assim é impossível. Ora, é claro que outras atividades também foram afetadas pela pandemia, mas como estariam se virando as adoráveis liberalíssimas?

Obra rodoviária

Aqui do meu refúgio pandêmico tenho uma posição privilegiada para observar as obras da Avenida Brasil. É um serviço bastante complexo, pois engloba escavação, terraplenagem, compactação, concretagem e asfaltamento. Na prática, é uma obra rodoviária no perímetro urbano. Para dificultar um pouco mais, as atividades são desenvolvidas na área central de Passo Fundo. A cada metro surgem obstáculos como as tubulações de água potável, esgoto sanitário e esgoto pluvial. Além das redes novas e mais conhecidas, existem tubulações antigas de há mais de meio século. Superadas essas adversidades, o pessoal da Bolognesi tem outros desafios: nivelamento da base, concretagem e asfaltamento. Sem falarmos no acabamento, os conhecidos trabalhos de embelezamento. De fato, é uma obra.

Iracélio

Nas redes sociais, Iracélio continua bombando. “Terra plana é pra justificar a situação do país. É só você seguir caminhando em linha reta que o abismo está logo ali”.

Trilha sonora

Live do recolhimento, na Gafieira do Bebê (Bebê Kramer) um encontro virtual de excelentes músicos com um tema de Baden Powell e Vinícius de Moraes. Na voz de Nina Wirtti – Pra Que Chorar

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