OPINIÃO

Teclando - 24/06/2020

Insanidade

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· 2 min de leitura
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Insanidade

O que é a insanidade? Significaria apenas a demência ou loucura? Empiricamente, entendo que o sentido é bem mais amplo, pode ser comportamental ou até mesmo induzida. Tanto que atos e gestos inoportunos também andam lado a lado com a insanidade. Ir contra o bem comum é pura insanidade. Observem que os insanos não param para raciocinar e, como se estivessem agindo por instinto, seguem cegamente a inverdade que lhes é conveniente. A sandice é tamanha ao ponto de transformar a mentira em verdade. E ai de quem tentar demovê-lo da ideia. A insanidade não permite o contraditório e, então, quem contrariá-lo será compulsoriamente um novo inimigo. Insanos adoram ver fantasmas no horizonte. Não aceitam o diálogo e suas justificativas se limitam a imaginárias ameaças. Vivem uma ficção cercada por assombrações e culpados por tudo de ruim em todas as épocas. A insanidade é quase um ofício, pois já temos por aí até mesmo insanos de carteirinha, na maioria já amareladas pelo tempo. Mas, é claro, também existe a insanidade laranja que, quando não escondida, é a própria falsidade ideológica. Porém, pelo respeito ao coletivo, seria preponderante não vincularem a insanidade crônica com o patriotismo emergente, pois assim acabam atingindo a sanidade do patriotismo crônico.

Caminhos alternativos

Trago das aulas de navegação aérea a preferência pelo indicativo da bússola, e utilizo inusitados roteiros pela cidade. Com acentuada ironia, a turma da redação batizou meus atalhos de ‘caminhos alternativos’. Pois bem, agora eu não entendo por que os motoristas insistem em passar pelas obras da Avenida Brasil? Ora, é possível, sim, traçar roteiros diferentes. Andar alguns metros a mais não é nada diante dos transtornos evitados. Dependendo do sentido, os desvios até podem encurtar distâncias. Novos ares, novas paisagens que fazem bem ao pensamento. E ao trânsito de Passo Fundo.

Grandalhões

Por que alguns enormes caminhões ainda cruzam pela Avenida Brasil? Caminhões com sete ou oito eixos cortam a cidade. Alguns, com carga viva, espalham odores nada compatíveis ao nosso olfato urbano. Não poderiam desviar a área central através das perimetrais? Em tempo de pandemia, esse tipo de tráfego oferece riscos e deveria ser evitado.

Batuque virtual

Em setembro, teremos uma grande festa para Oxalá e Xangô. Será alusiva aos 50 anos do assentamento de Oxalá do Pai Carlos Magno. Mas e se até lá os protocolos da pandemia não permitirem uma grande reunião de pessoas? Bom, então o Pai Magno poderá inovar e realizar um Batuque virtual. Cada qual com seu aplicativo entrando na roda. Tecnologia em altas vibrações.

O jogo não acabou

Em Passo Fundo, muitos já circulam sem máscara com a maior naturalidade do mundo. Ou, simplesmente, tiram a máscara para conversar. Andam em grupos e saem com toda a família para ir às compras. É bom lembrar que o vírus está no ar e seguimos na pandemia. Não acabou. Não podemos relaxar. Não vamos abaixar a guarda e nem dar bobeira.

Temerária

Bicicletas pelas calçadas são tragédias anunciadas.

Planetária

A Terra é plana ou era apenas um plano?

Tributária

Se a idiotice pagasse impostos, os cofres públicos estariam abarrotados.


Trilha sonora

Trocamos a música pela partitura da reflexão. O convidado é o amigo, psiquiatra e escritor Jorge Alberto Salton – Somos Fanatizáveis


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