OPINIÃO

Teclando - 09/09/2020

Uma estratégia esfacelada

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· 2 min de leitura

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Uma estratégia esfacelada

É pandemia. Mas não haveria problema algum se fosse rotulada como praga ou peste. Existe um inimigo comum, porém, por conta de insanidades remanescentes do período pré-pandêmico, ainda não há um consenso que una os terráqueos nesta luta. Infelizmente, por não estarmos aliados nessa batalha, muitos seguem tombando diante do vírus. O inimigo é invisível, praticamente desconhecido e tem a ação capilar de uma guerrilha. Assim, enquanto nos debatemos de um lado para o outro, o vírus vai vencendo pequenas batalhas. A falta de unidade enfraquece a nossa estratégia, abrindo espaço para as consequências advindas do pavor causado pelo inimigo. Sem unidade, os conhecimentos acabam dispersados ao invés de convergirem para uma trincheira comum. A pólvora é desperdiçada em tiros ao léu.

Porém, deixando de lado o aspecto endêmico, a humanidade mudou seu comportamento. A pandemia transformou a conduta dos habitantes da Terra. Mais uma vez, ficou comprovado que existem povos mais ou menos disciplinados. Ou, em outras palavras, mais ou menos educados. Temos bons exemplos com bons resultados e desleixos com consequências trágicas. É óbvio que há diferentes influências culturais nos dois hemisférios e entre oriente e ocidente. E o mesmo vale quando voltamos o olhar para o nosso quintal. Há diferenças gritantes na conduta e nos resultados obtidos. Educação e cultura preservam vidas. Os números comprovam.

Esses postos

O fechamento do Posto Esso Moron teve enorme repercussão em Passo Fundo. O professor Luiz Juarez Nogueira de Azevedo, leitor do altíssimo clero deste espaço, nos brindou com interessantes colocações. Lembra que o Esso Moron, que existiu por quase oitenta anos, era o Posto Varella, de Pedro Paulo Varella. Também observa que “outros tão tradicionais como ele também desapareceram”, citando o da General Netto em frente à agência Ford (hoje Sicredi) e os da Avenida Brasil Leste. Esses e outros postos, pelo que representam na história de Passo Fundo, já merecem um livro. Quem sabe, professor Juarez?

Dino e Ferri

Entre uma live e outra feijoada, nosso bardo Ricardo Pacheco teve tempo para enviar um zap. Perguntou sobre um programa de rádio que rodava tangos e boleros nos anos 1970/80. Barbada. Respondi que era o “Tangos Dentro da Noite”, com o saudoso Dino Rosa, na Rádio Passo Fundo. E espichei a memória. Lembrei que o Dino foi o primeiro a rodar um CD, à época ainda Laser Disc, numa rádio da região ou, quem sabe, no Rio Grande do Sul. Isso lá pelo início dos anos 1980. A proeza teve iniciativa de Antoninho Ferri, que então possuía um dos raríssimos aparelhos para reproduzir uma inusitada gravação digital. A passagem do sinal para a mesa de som foi pelo mesmo canal de uma cartucheira, que reproduzia os comerciais. E, assim, tivemos um programa inteiro com os inimagináveis discos laser. Lá pelas tantas, eu fui até a rádio para ajudar o Dino e o Ferri. Sim, eles não estavam dando conta do Old Parr e, então, como bom colega, dei uma mãozinha.

Sem máscara

A obsessão pelos cuidados necessários na pandemia é uma realidade. Novos hábitos já estão integrados ao nosso cotidiano. O mais emblemático é o uso da máscara de proteção. Tanto que até mesmo em fotos antigas a gente observa a falta da máscara. Imaginem, então, ver alguém sem máscara nesses dias? É inadmissível.

Iracélio

Direto de Salto, no Uruguai, Iracélio informou à turma do Oásis que está numa missão secreta a pedido de um grande companheiro. Não deu detalhes, mas deixou escapar que “Romildão é dos nossos”. Boa sorte, Iracélio.

Trilha sonora

De 1966 para saudar este mês. The Happenings - See You in September



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