OPINIÃO

Teclando - 10/02/2021

Sexo, drogas e rock’n roll

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 Sexo, drogas e rock’n roll

A maior angústia da pandemia é não poder estar onde a alma gostaria. Bate saudades dos ambientes que mais curtimos. Dá uma vontade louca de sair correndo por aí, conversar, beber, respirar a liberdade e viver com intensidade. São tantos os lugares que constroem o vazio da pandemia de cada um. No meu caso, a listinha começa, invariavelmente, pelo Boka e Bokinha. Passa pelo Panorâmico e vai até os encantos do Quintino. Ao meio-dia o Requinte, Franz ou Krep’s. Mas a saudade mais contundente vem do Oásis e do Batatas. Por quê? Ora, pela abordagem do trinômio consagrado em Woodstock: sexo, drogas e rock’n roll. Sim. A expressão está implícita nos dois ambientes. Na Mesa Um do Oásis, conversamos sobre sexo frequentemente, mesmo que o entusiasmo seja esporádico e paire um leve tom nostálgico.

Também rolam histórias sobre drogas. Antes da pandemia, o Aniello confessou o nome da farmácia onde comprou lança-perfume. A turma suspirou em indisfarçável aspiração de curiosidade. Ele não soube informar o preço, mas tem certeza que foi no Carnaval de 1961. O rock não rola muito pelo Oásis, especialmente pela interferência eletromagnética das guitarras nos aparelhos auditivos. Já no Batatas, o que não falta é exatamente o rock’n roll . E dá-lhe som na caixa! Até se ouve falar em drogas. Mas isso apenas quando a turma está em baixo astral e reclama que a vida é uma droga. Sexo não rola, mas inspira. E quando pinta um longo beijo, no estilo lagartixa de parede, nada a ver com sexo. É apenas um gesto que pode ir da fraternidade à diversidade. Então, chegando aos 11 meses enclausurado e esperando ansioso a agulha da vacina, é óbvio que sofro pela abstinência de encostar pelo Oásis ou grudar pelo Batatas. Com muita sede e saudades dos amigos. Ou seria por sexo, drogas e rock’n roll?

Não é noia

O risco de contrair o vírus é um tormento que ronda os nossos pensamentos nas 24 horas do dia. Todos os dias. Basta uma saidinha e já ficamos com a pulga atrás da orelha. Uma coceirinha na garganta é o suficiente para acender a luz de alerta. E isso não é paranoia. É a nova realidade de quem se cuida e respeita o próximo. Esse temor já é rotineiro e até corremos o risco de abaixar a guarda diante do invisível inimigo. Preocupação, temor, tensão... Coisas de um inusitado cotidiano.

Jet House

Com três barragens bem próximas, Passo Fundo também desponta para o segmento náutico. Além das represas de Ernestina, Capinguí e Passo Fundo, não fica longe do Salto do Jacuí e do Uruguai. Setor em alta para lanchas, iates e jet-skis, até favorecido pelo necessário distanciamento da pandemia. De olho no novo filão, Léo Castanho e outros investidores estão concluindo as instalações da maior marina do norte do RS. É a Jet House Beach Club, em Ernestina, que será a mais moderna do estado. Além da enorme capacidade em hospedagem coberta de embarcações, o diferencial é que terá um convidativo beach club. Brindes e embalos tendo, por cenário as águas da Bacia do Jacuí, nos moldes dos grandes iate clubes.

Dupla idiotice

A falta de educação e a irresponsabilidade caminham juntas. Os mal-educados que ainda atravessam os canteiros, pisando na grama e no barro, também são aqueles que não utilizam máscara. Desrespeito em dose dupla.

Bom senso

Nunca entendi porque pinturas e pequenos reparos em vias públicas são feitos em horários de movimento. Inclusive nos chamados horários de pico. Ora, bem que poderiam ser realizados nas madrugadas. Quem sabe, um dia desses, o bom senso chegue por aqui.

Vacinados?

Vejo muitas pessoas circulando por aí sem máscara. Será que já estariam todos vacinados?

 Trilha sonora

De volta a 1982 - The Alan Parsons Project - Eye in the Sky


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