Roubos de veículos caem 48,1% em fevereiro

Total de ocorrências foi a menor para mês desde o início da série histórica, iniciada em 2002

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O segundo mês de 2021 encerrou com novos recordes na redução da criminalidade no Rio Grande do Sul. Nos roubos de veículos, a queda foi de quase metade. Houve 470 ocorrências em fevereiro, 48,1% menos do que as 905 registradas no mesmo mês do ano passado. O total atual é o menor para o período desde o início da contabilização, em 2002. No acumulado a partir de janeiro, a retração é semelhante. O número de veículos roubados passou de 1.807 nos dois primeiros meses de 2020 para 1.015 neste ano (-43,8%), também a menor soma em toda a série histórica.


Embora possa se considerar algum impacto das restrições de circulação impostas pela pandemia, a redução recorde nos roubos de veículo ocorre no mês em que, apesar do constante alerta das autoridades, o nível de movimentação voltou a crescer.

Cálculo da empresa InLoco, a partir do monitoramento da localização de celulares, mostra que a média da taxa de isolamento social no RS em fevereiro ficou em torno de 30% a 35%, nível próximo do registrado antes do surgimento da Covid-19. Isso mesmo em um mês com dois feriados (Navegantes e Carnaval), quando o índice de isolamento costuma subir. No dia 19, por exemplo, o Estado registrou taxa de 28,8%, a mais baixa desde o início da pandemia. Além disso, dados do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) apontam que uma média de 49,3 mil veículos por dia tomaram as estradas gaúchas rumo aos litorais Norte e Sul em fevereiro.

De outro lado, as ações das forças de Segurança foram mantidas de forma integral e ininterrupta, dando continuidade a uma série de políticas públicas com impacto direto na redução dos roubos de veículo. Um exemplo é o lançamento pelo Departamento Estadual de Trânsito (DetranRS) do site Peça Legal (detran.rs.gov.br/pecalegal), que possibilita a consulta de peças usadas disponíveis para compra nos Centros de Desmanche de Veículos (CDVs) credenciados.

A ferramenta de busca reúne o estoque cadastrado e permite pesquisas por tipo de veículo (carros, motos, caminhões, ônibus e outros), pelo nome da peça e também pelo modelo do automóvel. As peças comercializadas por estes estabelecimentos têm rastreabilidade de origem e respeitam critérios técnicos de segurança e normas ambientais para a sua seleção. Além disso, adquirindo os itens listados no Peça Legal, o cidadão contribui diretamente para a queda dos índices de roubo de veículos com fins de desmanche, pois o material disponível nos CDVs têm origem lícita comprovada. Atualmente, o DetranRS tem 431 CDVs homologados e 81 empresas em processo de credenciamento.

Outra política pública com impacto direto no combate aos assaltos a condutores é a Força-Tarefa Desmanches, que além do DetranRS, integra o trabalho de Brigada Militar (BM), Polícia Civil (PC), Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS) e Instituto-Geral de Perícias (IGP). Criada em 2016 e ampliada ao longo dos anos, a Operação Desmanche aprimorou o combate à receptação e ao desmonte de veículos roubados, impedindo que estabelecimentos irregulares ou que vendam peças sem origem identificada continuem em funcionamento. Até hoje, a ofensiva já teve 96 edições, visitou 53 municípios, realizou 73 prisões, interditou 144 estabelecimentos e apreendeu 7,4 mil toneladas de sucata e peças sem procedência confirmada.

A partir de dezembro de 2017, um ano após a criação da Operação Desmanche, o Estado iniciou uma sequência de reduções na comparação com o mesmo mês do ano anterior que se mantém até hoje – já são 39 meses seguidos. A retração mais profunda, de 54,8%, se deu em novembro do ano passado, quando houve o menor número de ocorrências em um mês desde o início da série histórica, em 2002. A queda de 48,1% em fevereiro de 2021 é a segunda maior dentro dessa sequência.


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