Cresce número de vítimas fatais de acidentes com motocicletas

Somente nos dois primeiros meses de 2014 foram registradas cinco mortes de motociclistas nas ruas de Passo Fundo. No ano passado, foram sete vítimas nos 12 meses

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Em dois meses, cinco motociclistas perderam a vida nas ruas de Passo Fundo. O número chama a atenção pelo fato de que em apenas dois meses de 2014, o número de acidentes fatais com motociclistas é semelhante às ocorrências de todo o ano passado. Nos últimos três anos, conforme dados da Brigada Militar, foram registrados 1.986 acidentes envolvendo motocicletas, sendo que deste total, 95% resultaram em lesões.

O município registra nos últimos três anos uma média diária de três acidentes e estas ocorrências representam também entre 20% e 30% dos atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e representam apenas 16% do total da frota de veículos de Passo Fundo com um total de 18.052, conforme dados do Detran.

Por tratar-se de um veículo ágil, que permite ao condutor trafegar utilizando, por exemplo, espaços mínimos em caso de congestionamento, além de meio de transporte, a motocicleta também é utilizada por muitos como meio de trabalho. Mas, apesar da versatilidade e agilidade, a motocicleta também é considerada um veículo pouco seguro, por não oferecer, em geral, elementos que minimizem o dano causado ao corpo do condutor em caso de acidente.

Fazendo vítimas
Os acidentes que vitimaram os motociclistas em Passo Fundo, com exceção de um, foram colisões envolvendo as motocicletas e outros veículos. O primeiro caso foi o da jovem Franciele Oliveira Lima, na tarde do dia 9 de janeiro. Ela trafegava com sua motocicleta pela Rua Sete de setembro, próximo ao viaduto da linha férrea quando foi atingida por um caminhão com placas de Tapera. Com o choque, a jovem foi jogada para baixo do caminhão, sendo socorrida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital São Vicente de Paulo.
Duas semanas depois, no dia 23 de janeiro a vítima foi o motociclista Oséas Pimentel, de 31 anos. Ele morreu após colidir a motocicleta em que trafegava contra uma árvore na Avenida Brasil, no bairro Boqueirão. Ele chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos.

Já no dia 1º de fevereiro, o jovem Eduardo Oliveira da Silva, de 17 anos morreu após um acidente na Rua Bom Recreio, na Vila Donária. A Saveiro, conduzida por um homem de 31 anos trafegava pela Rua Bom Recreio quando duas motocicletas surgiram no sentido contrário. Apesar da tentativa do condutor em evitar a colisão, a caminhonete foi atingida pela Honda CG 150 conduzida por Eduardo. Com o choque, o motociclista foi lançado a alguns metros de distância, ficando gravemente ferido. Ele foi encaminhado ao Hospital São Vicente de Paulo onde recebeu atendimento, porém não resistiu aos ferimentos e faleceu no início da tarde do dia do acidente. O condutor da motocicleta não tinha Carteira Nacional de Habilitação.
Na noite do dia 25 de janeiro, o músico Altair de Castro de 47 anos perdeu o controle da motocicleta quando retornava de um aniversário e caiu próximo ao trevo que dá acesso ao bairro São José. Altair foi socorrido e encaminhado ao Hospital São Vicente de Paulo, onde permaneceu internado por 20 dias, falecendo no dia15 de fevereiro em função dos ferimentos.

Segundo Adenilso de Castro, filho de Altair, o músico normalmente se deslocava de carro, e decidiu ir à festa de aniversário com a motocicleta no dia do acidente. “Ele não costumava andar de moto com muita frequência. Quando fui avisado do acidente e cheguei no local ele ainda não havia sido socorrido. Ele já havia se acidentado antes, mas não foi nada grave. O motociclista é o próprio para-choque nesta situação”, disse ele que trabalha como motofretista e não pretende abandonar a atividade.

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